Assim chegam ao pátio central da EHT de Viana do Castelo, no antigo Forte de Santiago da Barra, os participantes do InterEscolas são recebidos por um grupo de alunos locais que veste alguns dos trajes típicos da região. Os brincos de filigrana "não são mesmo de ouro", avisa uma das estudantes. A iniciativa partiu da EHT de Viana do Castelo, explicam os alunos, com o objetivo de "partilhar a cultura local com os estudantes de Turismo de todo o país" que aqui se reúnem.

Para outro dos alunos da EHT de Viana do Castelo, Paulo Cristóvão, acolher o InterEscolas tem "um significado especial": "Estamos a representar a escola e a região" junto de outros estudantes de Turismo, explica, antes de assegurar: "Isso tem um grande impacto para nós".

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Estudantes da EHT de Viana do Castelo acolheu os participantes. "Estamos a partilhar a cultura local", explicam.

 

O InterEscolas é pensado para os estudantes da área do Turismo. São eles que, durante dois dias, competem nas categorias da sua especialidade. Durante a sessão de abertura do concurso, o Diretor de Departamento de Dinamização Escolar do Turismo de Portugal, Paulo Revés, deixou a garantia, dirigindo-se aos participantes: "Este concurso é pensado para vocês e existe para vocês". Durante os dois dias, acrescentou, é possível aos estudantes "partilhar conhecimentos e conviver".

 

O futuro do setor

Os participantes do InterEscolas são estudantes da rede escolar do Turismo de Portugal, composta por 12 escolas espalhadas pelo país, mas não só. Desde 2019, outras instituições de ensino são também convidadas a participar. Em 2020, o convite foi lançado à Escola de Formação Profissional em Turismo de Aveiro (EFTA), Escola de Hotelaria de Colares (EPAV), Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada (EFTH) e aos estudantes do curso de Gastronomia da Politécnico de Coimbra (curso ministrado em parceria com a EHT de Coimbra).

 

 

No total, cerca de 150 participantes competiram pela vitória, durante os dias 18 e 19 de fevereiro. O primeiro dia foi dedicado à prova escrita que serviu para apurar os selecionados que, no dia seguinte, participaram em provas práticas de 12 categorias: Bar, Barista, Cozinheiro Aprendiz, Decathlon, Turismo, Alojamento Hoteleiro, Gestão Hoteleira, Pasteleiro Júnior, Taça Joaquim Janeiro (Restaurante), Taça Gilberto Mira (Escanção), Empreendedorismo e Cozinheiro Vegetariano.

Os vencedores de cada especialidade, adianta o Turismo de Portugal, no seu site, representarão Portugal nos Encontros Europeus da Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo (AEHT). Em 2020, esta competição realiza-se em Aveiro, no mês de novembro.

 

 
 
 
 
 
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Interescolas 2020 com @rt

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Para a Diretora de Formação do Turismo de Portugal, Ana Paula Pais, os participantes deste encontro são "o futuro do setor do Turismo". "É um orgulho poder trabalhar na área do Turismo e, especificamente, na Educação e Formação, capacitando recursos humanos", reforçou, durante a sessão de abertura.

 

Um caminho de crescimento

Esta é a 15.ª edição do InterEscolas, um concurso que, destaca o membro da administração do Turismo de Portugal, I.P., Filipe Silva, "tem feito um caminho de evolução". Em 2013, participaram 60 estudantes, sendo que, atualmente, este número mais do que duplicou.

Por outro lado, destacou Filipe Silva, têm sido acrescentadas novidades aos moldes do concurso, "de forma a manter em contacto" com a realidade atual do setor. Um exemplo, em 2020, foi a inclusão da categoria "Cozinha Vegetariana", tendo em conta o crescente número de turistas que procuram esta opção.

 


 

"Este concurso é pensado para os estudantes de Turismo e existe para os estudantes de Turismo".
Paulo Revés, Turismo de Portugal


 

A ideia de crescimento é também realçada pelos participantes, quando questionados sobre a importância que atribuem a este concurso. Para Raquel Inácio, da EHT do Estoril, participar no InterEscolas é uma forma de "ganhar autoconfiança" e "de aprender com os outros". "Acaba por despertar também em nós o bichinho de ensinar, de partilhar com os outros o que estamos a ter oportunidade de aprender", reforça.

"Trabalho de equipa" foi mesmo uma das expressões mais repetidas, durante estes dois dias. É já no final das provas que encontramos Paulo Cristóvão, aluno da EHT de Viana do Castelo, no quase deserto pátio da escola. Para os estudantes locais, acolher esta prova foi também uma forma de crescimento: "Trabalhámos em equipa com formadores, colegas e direção, para que tudo corra pelo melhor", assegura, antes de concluir, sorridente: "E correu".

 

 

 
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