A manhã começou com uma visita à Escola Superior de Saúde de Elvas (ESBE), onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer as instalações e a oferta formativa da instituição. Seguiu-se o "Desafio IA Elvas", para o qual os participantes foram divididos em pequenos grupos, uma manhã pensada para testar criatividade e conhecimentos sobre Inteligência Artificial, desta vez aplicados à agricultura.

O desafio foi conduzido pelo Prof.º do Politécnico de Portalegre, Luís Alcino Conceição, que levou os participantes a explorar novos sistemas de produção agrícola, em particular a aquaponia, um método que combina a criação de peixes com o cultivo de plantas no mesmo sistema, com recurso à Inteligência Artificial e à realidade virtual.

Cada grupo começou por analisar imagens de satélite de uma unidade piloto experimental, recorrendo a sistemas tradicionais de observação. Seguiram-se breves simulações apoiadas por um motor de Inteligência Artificial, que ajudou os participantes a interpretar essas imagens recolhidas remotamente, resultados que foram depois validados junto dos professores conhecedores da ferramenta utilizada e do objetivo de cada análise.

A maioria dos participantes não conhecia ainda o funcionamento de um sistema de aquaponia, pelo que a diferença foi feita por um kit de realidade virtual: antes de terem contacto com a unidade física, os estudantes puderam conhecer e treinar, em ambiente simulado, o funcionamento de peixes e plantas a coexistir no mesmo sistema, e perceber o que acontece quando há variações nesse ambiente. A partir da simulação de diferentes parâmetros, foram desafiados a decidir, em grupo, que ações deveriam tomar para manter o equilíbrio do sistema.


Ainda de manhã, e já de volta ao Campus, os participantes dividiram-se por duas sessões de trabalho: uma dedicada à utilização do ChatGPT na definição da carreira profissional, e outra passada pelo LAAM - Laboratório de Animação, Audiovisuais e Multimédia da BioBIP, coordenado por Luís Vintém e Paulo Moreira, onde os estudantes puderam conhecer de perto as tecnologias de animação e produção audiovisual do laboratório.

Depois do almoço, seguiu-se uma passagem pelo SpearLab, o Laboratório de Desporto do Politécnico de Portalegre. Nelson Valente, coordenador técnico do laboratório, recebeu os participantes e explicou o trabalho que os docentes desenvolvem no dia a dia, apresentando alguns dos equipamentos de investigação disponíveis, do analisador de gases ao oxímetro de consumo de oxigénio, passando pela monitorização cardíaca, pela plataforma de forças e pelos testes de avaliação de reflexos.

Depois desta demonstração, os estudantes ficaram também a perceber para que servem, na prática, todos estes dados: no desporto e na performance, mas também na saúde em geral, para avaliar se um atleta ou uma pessoa comum está dentro dos valores esperados para a sua idade, por exemplo, ou para perceber se um plano de treino está de facto a ser eficaz.

No final do dia, ainda houve energia para aproveitar a noite alentejana e fazer um Peddy Paper realizado no CAEP, que levou os grupos a percorrer diferentes pontos e a resolver desafios em equipa até ao regresso à REA, já perto da meia-noite.

Amanhã, o grupo troca a cidade pela natureza, com workshops pela manhã e uma tarde de refresco na Barragem da Apartadura.

«Até agora, estou a gostar muito das atividades. Acho muito gira a oportunidade de explorar coisas novas e ver materiais que nunca tinha visto. Vou levar para o futuro conhecimentos e experiências que me vão ajudar a decidir o que quero seguir.»
Beatriz Pereira, 15 anos, Escola Secundária da Portela