Por dentro da indústria
A indústria dos moldes e do plástico são parte fulcral da história da região de Leiria. E foi pelos corredores das fábricas que compõem este tecido empresarial que os participantes deram início a mais um dia da Leiria-In. Ao longo de toda a manhã, puderam explorar a história, funcionamento e oportunidades oferecidas por 9 empresas – a Riberlmold, Vangest, TJ Moldes, Moldes RP, Planimolde, AHA, Moldoeste e SOCEM - sediadas na região da Marinha Grande.

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O modelo de visita guiada permitiu aos jovens conhecer melhor aos cantos às indústrias pela boca daqueles que todos os dias nela trabalham. As visitas passaram por vários departamentos e áreas profissionais, tais como engenharia mecânica, programação, desenho ou recursos humanos, mostrando aos estudantes do Ensino Secundário o leque diverso de saídas profissionais que a indústria proporciona.

O vidro como janela para a história
Depois de almoço, ainda na Marinha Grande, o programa da Leiria-In contemplou uma passagem pelo Museu do Vidro e pelo Museu Joaquim Correia. Graças a estas visitas, os estudantes puderam conhecer a história e o presente da indústria do vidro nesta região. Tudo começou em 1748, quando a Real Fábrica de Vidros da Coina se mudou para a região da Marinha Grande. A justificação prendeu-se com a abundância de matérias-primas, especialmente a madeira proveniente do Pinhal de Leiria.
Instalado no Palácio Stephens, o Museu do Vidro conta com uma aplicação de realidade aumentada que permitiu aos participantes da Leiria-In fazer uma visita guiada pelos vários espaços. As salas de exposição, distribuídas por técnicas, transportaram os participantes para a história da indústria do vidro na região, passando pelos espaços de trabalho com as suas ferramentas e utensílios, até às diferentes técnicas e formas de trabalhar vidro que existem e se desenvolveram ao longo de várias décadas pelas fábricas da Marinha Grande.

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No Museu Joaquim Correia, localizado no coração da Marinha Grande, o objetivo passou por mostrar aos participantes que nem só na indústria se molda. Nascido a 26 de julho de 1920, precisamente na Marinha Grande, Joaquim Correia é um reconhecido escultor português. Filho de mestres vidraceiros, desde cedo que os moldes lhe foram familiares e existiram na sua vida. Aplicando esta sua influência à arte a uma vertente artística, esculpiu figuras históricas da História de Portugal e homenageou também a história da sua região. Os vidreiros e vidraceiros são temática frequente da obra (ou parte dela) que pôde ser visitada pelos participantes da Leiria-In.

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Luzes, câmaras, (comunic)ação

A parte da tarde foi passada na ESECS – Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. Foi por lá que, acompanhados por diversos professores ligados aos CTESP e Licenciaturas da área da comunicação lecionados na escola, os participantes tiveram a oportunidade de ser jornalistas… por uma tarde. Dando asas à criatividade, os estudantes imaginaram histórias como se fossem notícias de última hora! Simulando um contexto de redação, os jornalistas deste fictício telejornal aprenderam a trabalhar com o teleponto e a passar a emissão a jornalistas de exterior que entrevistavam personagens das histórias por eles inventadas. Noutro espaço, os restantes participantes tentavam utilizar a sua melhor entoação enquanto gravavam vozes para publicidades.

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In de Indústria e também de Inclusão

O desporto e a atividade física são para todos. É desta premissa que partem as últimas atividades deste segundo dia da Academia. “Partindo do mote do Leiria-In e fazendo a passagem do “In” de Indústria para o “In” de Inclusão, pensámos em três atividades distintas relacionadas com a nossa área, a do desporto e da atividade física”, explicou Raúl Antunes, coordenador da Pós-Graduação de Desporto e Bem-Estar, em conversa com a FORUM.

Assim, os participantes puderam experimentar diferentes modalidades de que todos, independentemente de deficiências ou limitações físicas, podem desfrutar. Começaram pelo voleibol sentado, modalidade desenhada a pensar em praticantes com deficiência física e, a partir daí, avançaram para um pequeno desafio em que um participante vendado dependeria da ajuda do seu parceiro – desenvolvendo comunicação e trabalho de equipa e também simulando uma deficiência sensorial.

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Por fim, e partindo do livro Lançar e Acertar: Diverte-te a jogar, escrito por 4 professores da ESECS e que apresenta aos leitores um jogo por cada um dos 27 países da União Europeia com um ponto em comum – o do lançamento e da precisão, os participantes participaram numa atividade em que contava não só a precisão mas o facto de todos poderem participar.

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O terceiro dia avizinha-se, mais uma vez, cheio de atividades. Será uma quarta-feira com mais visitas a empresas da região de Leiria e ao CDRSP onde iremos conhecer tecnologia de ponta.