Como se têm vivido estes últimos dias na Lapónia? 

Com alguma emoção, não vou mentir. Este ano, a produção está um pouco, como dizer... [pausa]. Tenho até alguma vergonha em admitir isto, confesso, nunca tinha acontecido em muitos séculos... [hesitação] Mas, bem, a produção está atrasada, essencialmente.


Surpreendente, de facto. A que se deveu esse atraso?

A explicação é muito simples. Foi a primeira vez que a nossa fase de produção crítica coincidiu com o Mundial de Futebol e as coisas saíram um pouco do controlo. Temos na equipa vários elfos argentinos e franceses, pelo que é compreensível que não estivessem totalmente concentrados. Mas já estamos em plena recuperação. 

 


«Foi a primeira vez que a nossa fase de produção crítica coincidiu com o Mundial de Futebol e as coisas saíram um pouco do controlo»



Está em condições de garantir que nenhum estudante ficará sem presente? 

Penso que a questão, colocada dessa forma, é algo injusta. Como sabem, a minha eficácia na distribuição equitativa de presentes é bastante discutível. Mas posso dizer que, na Lapónia, damos tudo pelo Natal, uma vez que a exportação de brinquedos representa 99,7% do Produto Interno Bruto. Os restante 0,03% dizem respeito à exploração de gado rangífero. 


Quer dizer que não pode assumir nenhum compromisso perante os estudantes? 

Há uma coisa que pode ser dita, é uma daquelas máximas intemporais: «Sem boas notinhas, não há prendinhas». Até faz lembrar um anúncio que existia há uns tempos [risos]. No fundo, lamento a eventual desilusão, mas não posso estar em todo lado. Tenho a sensação que as boas notas terão tendência a ser recompensadas. Chamem-lhe um palpite, vá.