Embora conscientes deste facto, não esperávamos uma capital tão degradada.

A par da pobreza, a sujidade de Maputo contribuiu para uma má primeira impressão. Os passeios estavam repletos de latas, garrafas de vidro, pedras, terra e plástico bem como buracos (que serviam de pequenos aterros!) onde todo o lixo se acumulava.

Os edifícios encontram-se velhos e em mau estado, confessando a falta de manutenção a que estão sujeitos desde a época colonial. No entanto, a cidade também esconde algumas belezas, como a Estação de Caminhos de Ferro, eleita a sétima mais bela do mundo.

Voltar a ouvir português foi extremamente agradável. O povo moçambicano é  muito simpático, o que atenuou o choque inicial. A influência portuguesa não se fica pela língua, sendo também visível no supermercado, onde a maioria dos produtos é de marca nacional. No geral, os bens são mais caros do que no nosso país, tornando-os inacessíveis à maior parte da população.           

A nossa estadia em Maputo não começou da melhor forma uma vez que, logo no primeiro dia, o Tomás ficou doente. Tal como os cigarros, os medicamentos são vendidos a vulso (mães, estejam tranquilas, ficámo-nos pelos medicamentos!). Na farmácia, pedimos o folheto informativo e, do outro lado do balcão, recebemos um “Vai ao Wikipedia”. Realmente, em África, a tecnologia está noutro nível! Ainda assim, sabiam a bolor. Talvez fosse do calor...

Passámos dias de constante suor, pois às altas temperaturas juntava-se o elevado nível de humidade. Mas nem isso nos deteve em casa e, num dos dias, enquanto passeávamos, fomos abordados 3 vezes pela polícia, notando alguma perseguição aos brancos.

A corrupção está patente na sociedade moçambicana. O suborno é frequente e generalizado. Presenciámo-lo várias vezes, nomeadamente quando andámos de chapa (carrinhas de 9 lugares adaptadas para mais de 20). Ao ser mandado encostar pela polícia, o motorista entregou não só os documentos mas também uma nota, em jeito de agradecimento.

Eusébio da Silva Ferreira faleceu antes de sairmos de Maputo. A estima que o povo moçambicano nutria por esta personalidade do futebol mundial estava patente nas conversas de rua, não tivesse ele nascido nesta cidade.

Da capital, saímos para Chinhacanine, “o princípio do fim do mundo”.

Para acompanhares o Gap Year destes três jovens, visita o Facebook desde Gap Year levado aos Extremos.

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