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Em Psicologia da Aprendizagem, Diana Dias analisa as motivação e dificuldades na forma como hoje adquirimos conhecimentos. O livro desvia o foco do ensino e centra-se na aprendizagem.

A aprendizagem é um processo no qual a memorização deixou de ter protagonismo e passou a ser essencial ter-se capacidade crítica. Sabemos que, hoje, se aprende de forma diferente do que se aprendia há algumas décadas atrás. Mais do que acumular informação, atualmente, torna-se necessário ter capacidade crítica para distinguir a informação que nos interessa em cada momento, destaca Diana Dias, autora de Psicologia de Aprendizagem.

“Com a rapidez e a facilidade de acesso à informação é crucial que se aprenda a orientar-se num mar de dados, que cumpre avaliar e integrar”. Licenciada em Psicologia, prós-graduada em Psicoterapia e Orientação Vocacional pela Universidade do Porto, Diana Dias conta que o objetivo desta publicação passou por “sem deixar de dar relevo aos autores clássicos”, desmitificar as suas teorias, demonstrando utilizações “na prática diária da aprendizagem”.

Um conhecimento que nos chega tanto no contexto de sala de aula, destaca a também Vice-Reitora da Universidade Europeia, como na aprendizagem constante que fazemos a ler um livro ou a conversar com um amigo. O livro foca-se também nas novas tendências científicas nesta área, conta-nos Diana Dias: “o que se está a investigar hoje sobre a forma como as pessoas aprendem”.

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Como aprender mais?

De acordo com a autora, o ideal seria que a aprendizagem se focasse no indivíduo. Uma máxima difícil de aplicar, dada a existência de turmas tão vastas e um rácio de aluno/docente tão alto. “Por vezes, a pressão a que os professores estão sujeitos para “cumprir o Programa” não lhes permite centrarem-se no verdadeiro objetivo do seu trabalho”, realça Diana Dias acrescentando: “O ideal seria ensinar menos para que se aprenda mais”. Na opinião desta docente, são poucos os professores que “se preocupam em diagnosticar a forma como os seus alunos aprendem”, limitando-se a usar as fórmulas de ensino que sempre usaram.

E é neste ponto que o problema reside, uma vez que não existe uma fórmula universal, sublinha: “Estar consciente de diferentes formas de promover a aprendizagem deveria ser uma das suas responsabilidades profissionais explícitas”. “Técnicas muito simples como a colocação da voz, a sua modelação em função do discurso, bem como a comunicação gestual podem ajudar simultaneamente quem é dotado de uma melhor memória visual ou auditiva”, exemplifica Diana Dias.

Em suma, para a autora, parte-se do pressuposto “que quem sabe, sabe ensinar e, portanto, sabe promover a aprendizagem”. Na verdade, os critérios de escolha dos docentes do Ensino Secundário e do Ensino Superior pouco ou nada tocam as suas competências pedagógicas, acredita a autora: “Saber, dominar um conhecimento ou uma matéria não é, de todo, sinónimo de ser competente na partilha (literal) desse saber. Muito há ainda a fazer a este nível…”.

Ter metas de aprendizagem realistas (em função não só do estádio de desenvolvimento de cada criança, jovem ou adulto mas também do nível cognitivo e/ou psicomotor) pode ser meio caminho andado para o sucesso, salienta Diana Dias: “Saber claramente o que se espera que o aluno aprenda só acarreta vantagens. Aos professores, permite planear com eficiência o que ensina, como ensinar e até como avaliar. Aos alunos, possibilita perspetivar o processo de aprendizagem, ajustando as suas expetativas ao investimento necessário para alcançar o domínio da tarefa”.

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Porque é que é necessário aprender?

Porque é necessário respirar? Tal como a respiração, a aprendizagem é essencial à vida. Aliás para respirar tivemos também de aprender, seja essa aprendizagem intencional ou instintiva. Todos nós aprendemos, mais ou menos, com maior ou menor vontade, motivação, eficiência e consciência. O ato de aprender é tão natural e espontâneo que nem só quando intencionalmente o promovemos, aprendemos. Muitas vezes, aprendemos sem nos apercebermos, criando assim uma relação com o mundo que nos rodeia. Aprendemos a aprender, aprendemos a fazer, aprendemos a estar, aprendemos a ser e aprendemos até a sobreviver. O que aprendemos será sempre nosso, nunca o perdemos (exceto em casos de detioração patológica, claro). Todos nós temos facilidades/dificuldades diferentes em aprender algo. Uns aprendem melhor ouvindo, outros vendo, todos vivendo”. 

 

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