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Francisca Martins é a Diretora Comercial da Farmcontrol – a empresa tecnológica que promete “a revolução da pecuária inteligente”. À FORUM, a responsável sublinha que a inovação tecnológica é o presente da indústria agropecuária e da alimentação animal. Uma realidade que será fundamental para responder a desafios futuros e que implica oportunidades “muitíssimo interessantes para os jovens”.

Qual pensa ser o conhecimento do público em geral da realidade do setor da alimentação animal? 

Atualmente, penso que existe algum desconhecimento, sobretudo nas áreas mais urbanas, sobre aquilo se faz no mundo rural, bem como as evoluções que existem. Por isso, acho que existe uma grande necessidade de explicar o setor primário – um setor onde já existe muita tecnologia e onde se trabalha, cada vez mais, de forma muito profissionalizada. 

Relativamente aos desafios da alimentação para o futuro, a FAO garante que, por exemplo, será necessário aumentar a produção alimentar em 56%, até 2050. Isso aumenta a importância desta explicação?
Sem dúvida. Existe uma maior necessidade de eficiência. Agora, como é conseguida essa eficiência? Um dos caminhos – que é o que abordamos na Farmcontrol – está ligado à tecnologia. Isto faz com que as explorações possam detetar situações que precisam de resposta, garantindo que as premissas do consumidor são cumpridas. 

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Esse avanço tecnológico no setor é uma perspetiva de futuro ou é já uma realidade atual?
No caso da Farmcontrol começámos em 2014 e, neste momento, contamos já com 150 explorações com o sistema implementado. O avanço tecnológico é já uma realidade que existe nas explorações. E é uma realidade que já tem mostrado retorno e capacidade de evolução.

A tecnologia poderá ser especialmente importante na ligação com os jovens?
Os jovens também são essenciais nesta dinâmica. Tem a ver com uma questão geracional. As gerações mais jovens têm uma relação completamente diferente com a tecnologia. A entrada do smartphone nas explorações agropecuárias é uma evolução: os mais jovens não conseguirão ter uma exploração que não utilize este tipo de meios. Os jovens têm também preocupações que há uns anos não existiam e que não são apenas nutricionais.

"(...) Existe algum desconhecimento, sobretudo nas áreas mais urbanas, sobre aquilo se faz no mundo rural, bem como as evoluções que existem"
Francisca Martins, Diretora Comercial da Farmcontrol

 

Essa poderá ser uma questão interessante para os jovens. Preocupações como a literacia alimentar ou o bem-estar animal são importantes para uma parte significativa das novas gerações. A tecnologia é também uma forma de garantir uma resposta a estas preocupações? 
Sim. Ao existir toda esta monitorização, cada vez mais conseguimos mostrar o modo de produção, mostrando que são cumpridos os requisitos e divulgando inclusivamente as regras que existem. Não só em termos de alimentação e temperatura, por exemplo, como em termos de espaço disponível ou horas de luz. 

Outra das tendências identificadas nas gerações mais jovens é o gosto pelo contacto com a meio ambiente. Ao trabalhar no setor da alimentação animal, vive entre estes dois mundos – a inovação e a natureza?

Eu, em específico, vivo muito entre esses dois Mundos (risos). Divido a minha vida entre o escritório e a parte do exterior, exatamente. E acho que isso é muitíssimo interessante para uma geração mais jovem. Permite, por um lado, manter a ligação à agropecuária e, por outro lado, saber que estamos na vanguarda. Há conceitos que têm evoluído bastante e esta é uma área com muitíssimo interesse. É um mundo cheio de possibilidades para um jovem.

 

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18 Junho 2019

Francisca Martins é a Diretora Comercial da Farmcontrol – a empresa tecnológica que promete “a revolução da pecuária inteligente”. À FORUM, a responsável sublinha que a inovação tecnológica é o presente da indústria agropecuária e da alimentação animal. Uma realidade que será fundamental para responder a desafios futuros e que implica oportunidades “muitíssimo interessantes para os jovens”.

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As vantagens são muitas e atrativas. Crescimento Económico, benefícios ambientais e na qualidade de vida dos cidadãos são algumas delas. Tudo isto, a partir de uma ideia simples que está na base da Economia Circular – um conceito marcante no setor da Alimentação Animal: partilhar, reutilizar, reparar e reciclar produtos.