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"Charcas de Noé” é o nome do projeto de investigação em desenvolvimento pela Escola Superior Agrária - Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) e seu Polo do Centro de Ecologia Funcional, com financiamento do Fundo Ambiental.

Projeto pretende contribuir ativamente para o aumento do conhecimento da distribuição e estado de conservação das plantas aquáticas raras e ameaçadas no Baixo Mondego e do Sítio Natura 2000 Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas.

"O projeto surgiu porque Portugal tem sofrido uma grande perda de espécies e das suas áreas de distribuição (Projeto da Lista Vermelha das Plantas Vasculares de Portugal Continental). Um dos grupos mais afetados foram as plantas aquáticas e algumas das áreas que mais impacte sofreram foram o Baixo Mondego, o Baixo Vouga e região da Gândara, que os liga, encontrando-se como principais ameaças a destruição dos habitats, a agricultura (intensificação, alteração de práticas e uso de herbicidas), e a introdução de espécies exóticas e invasoras, introduzidas principalmente pelo seu uso ornamental (no caso das plantas) ou pela sua importância para a pesca", explicam os seus mentores.

A equipa de investigação irá apostar na busca dirigida e mapeamento participativo, em ações de conservação (in-situ) em locais-chave para a preservação das populações existentes de plantas raras e ameaçadas e na otimização do cultivo de espécies aquáticas nativas com valor ornamental e sua conservação ex-situ. A ideia é multiplicar e depois disponibilizar espécies aquáticas autóctones aos Municípios do Baixo Mondego e limítrofes, tanto para substituição de plantas exóticas nos lagos, tanques e charcos ornamentais municipais, reduzindo assim o risco de introdução de espécies exóticas invasoras, como para (re)colonização de potenciais áreas naturais onde tal seja viável, evitando a extinção local e regional de plantas aquáticas com interesse ornamental.

O projeto tem um financiamento de aproximadamente 52 mil euros e o seu período de execução termina a dezembro de 2020, contemplando ainda uma vertente de comunicação e divulgação científica através de painéis interpretativos, bem como de atividades e materiais informativos. A equipa de investigação é constituída pelos docentes da ESAC, Hélia Marchante (coordenadora) e Vitor Carvalho, Jael Palhas (consultor), Francisco Estrompa, funcionário do Herbário e Sílvia Martins, aluna finalista da Licenciatura em Agricultura Biológica desta Escola.

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