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Paulo José Miranda, autor vencedor, entre outros, do Prémio José Saramago, dá continuidade à coleção Biografias de Grandes Figuras da Cultura Portuguesa Contemporânea, da Contraponto, ao apresentar 'A Morte não É Prioritária – Biografia de Manoel de Oliveira'.

O segundo título da coleção chega às livrarias a 20 de setembro, e conta já com duas sessões de apresentação agendadas: no Porto de Encontro, no dia 22 de setembro, pelas 16h00, com apresentação de Pedro Mexia, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Porto), encerrando a Feira do Livro do Porto, e a 23 de setembro, pelas 18h30, na Cinemateca Portuguesa (Lisboa), com apresentação de Paulo Branco e Gonçalo M. Tavares.

Nesta obra, Paulo José Miranda mergulha na vida e no génio do realizador. Manoel de Oliveira teve uma vida longuíssima – 107 anos –, com várias vidas dentro dessa vida. O livro revela muitas informações e curiosidades até aqui desconhecidas de uma figura tudo menos trivial.

Manoel de Oliveira dedicou-se a tempo inteiro ao cinema numa idade em que a maioria das pessoas está já reformada: aos 70 anos. Mas isso não o impediu
de filmar durante mais trinta e cinco anos. Este é, por isso, um livro sobre a capacidade de superação dos limites impostos pela vida, um livro acerca de um homem que esteve sempre pronto a começar de novo. Em jovem, foi campeão nacional de salto à vara. E trapezista voador. Nessa mesma altura, realizou o primeiro filme. Foi piloto de automóveis, vencendo várias provas. Tirou o brevet de piloto e sobrevoava a quinta da namorada largando cartas de amor. Foi galã de cinema, entrando em 'A Canção de Lisboa'. Foi agricultor no Douro. E, por fim, gestor industrial. Manoel de Oliveira está nos antípodas do convencional, não só no tocante à vida, mas também no que respeita à obra. 

Apesar de constantemente impedido de filmar durante a ditadura, ao dar-se o 25 de Abril, Oliveira perde a fábrica e a casa que mandara construir quando casara. Nessa altura, diz ao produtor Paulo Branco, com quem tinha acabado de fazer o primeiro filme: «Paulo, agora temos de andar para a frente, agora tenho de viver do cinema.» O que, efetivamente, irá acontecer e durante muitos anos. Mais de vinte filmes depois, já perto dos 100 anos, Manoel ainda ousa dizer a um velho amigo: «Tenho de pensar no meu futuro».

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