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Miguel Abreu, da Ray Human Capital, parceira do Forum Emprego nos Job Party, fala-nos da sua experiencia como empresa recrutadora há já alguns anos no mercado.


Forum Emprego - Num mundo em permanente mudança, o bom profissional dos dias de hoje corresponde ao bom profissional de há 10 anos? O que mudou?
Miguel Abreu - Nestes últimos anos o mercado de trabalho mudou bastante, exigindo novas competências aos profissionais. Estes são obrigados a adaptarem-se rapidamente ao contexto de mudança das empresas. Proactividade, adaptabilidade e flexibilidade são as características mais requisitadas actualmente no mercado de trabalho. As competências negociais são cada vez mais importantes, pois a maior parte das profissões exige que haja capacidade de relação e negociação entre empresas e entre os vários departamentos. 


FE - O que é mais importante na avaliação de um candidato: a formação académica, a experiencia profissional, as competências profissionais?
MA - Depende do tipo de candidatura. Se estivermos a falar de profissionais com experiência acumulada, o mais importante será a sua experiência e know-how. Se estivermos a falar de candidatos juniores, a experiência não é tão importante e, neste caso, a avaliação recairá mais sobre o seu desempenho académico e as vivencias extra-curriculares. Uma pessoa culturalmente activa, que pratique desporto, tenha tempo para voluntariado e outras actividades, demonstra capacidade para gerir o seu tempo e a sua vida.

FE - Relativamente à personalidade dos candidatos, qual o requisito fundamental para integração no mercado de trabalho?
MA - Adaptação, flexibilidade, pró-actividade, amplitude cultural, multi-valências (gestão de várias actividades ao mesmo tempo), competências sociais, experiência no estrangeiro, domínio de várias línguas, etc.

FE - Que defeitos considera mais graves?
MA - Por exemplo, ir a uma entrevista sem preparação e conhecimento sobre a empresa, bem como o desajuste no vestuário. A “arrogância” de alguns alunos acabados de sair da universidade, a falta de humildade e flexibilidade, e a incapacidade de perceber que os modelos teóricos poderão ser relegados para 2º plano é também pejorativa.

FE - Existe um perfil de candidato ideal?
MA - Depende do projecto e dos objectivos de recrutamento. No entanto, a rede social e actividades extra-curriculares é muito importante. Diria que as características mais importantes são, para além destes aspectos, a flexibilidade, a pró-actividade, a orientação por objectivos, capacidade de relacionamento e comunicação

FE - O que causa melhor impressão num entrevistado?
MA - A preparação prévia, a informação que tem sobre a empresa, o facto de saber colocar perguntas pertinentes em relação à empresa e à função que virá a desempenhar são sempre qualidades apreciadas. É muito importante sentir que o candidato está, de facto, motivado, o que implica interesse real pela empresa, identificação com a cultura e valores da empresa.


FE - Quais as áreas com maior empregabilidade? Ou seja, quais as áreas consideradas mais promissoras em termos de emprego, no futuro?
MA - As áreas onde actualmente se verifica maior procura estão ligadas à tecnologia, ambiente e energias renováveis. E, apesar da crise ter impacto na área financeira, as áreas da gestão e auditoria continuarão a ter procura em termos de emprego.

FE - Que empregos estarão no top daqui a 5 anos?
MA -
Empregos ligadas à tecnologia, em que a polivalência será a tendência dominante. O facto de as profissões se terem tornado mais híbridas e abrangentes, exigirá maior flexibilidade e capacidade para desempenhar no futuro, funções que reúnem particularidades de diferentes funções actuais.

FE - A diversidade e quantidade de cursos existentes, e o nível de preparação dos licenciados satisfazem as necessidades do mercado?
MA -
Há cursos que continuam a ser uma referência, nomeadamente na área das engenharias técnicas, gestão, economia, e ciências humanas. Seria bom que houvesse mais abertura à via dos cursos técnicos, tanto por parte das instâncias empregadoras, como das pessoas.

FE - O que aconselharia a um(a) recem-licenciado(a) que pretenda ingressar no mercado de trabalho?
MA -
Prepare-se bem, concilie o investimento académico com actividades que contribuam para alargar os horizontes, sejam humildes para aprender a adaptar-se a diferentes cenários, tenham capacidade de se posicionar e marcar a sua posição dentro da empresa, não desistam, seja persistentes e não esperem “chegar, ver e vencer”!

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