Em 10 anos, a oferta de vagas nos cursos portugueses de Medicina passou de 735 para 1490... E a descida das médias tem ajudado.
A oferta pública de vagas de Medicina duplicou, entre os anos de 2000 e 2009, segundo um balanço divulgado pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES).
Em 2009, foram colocados a concurso 1490 lugares, um aumento significativo, em comparação com os 735 de 2000. Na prática, isto significa que já entram mais médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) do que aqueles que se reformam todos os anos - em 2009 reformaram-se 401 médicos, mas ingressaram no internato (especialidade) cerca de mil, número que suplanta as perdas sentidas no SNS.
Além do crescimento da oferta nas instituições tradicionais, os alunos beneficiaram nos últimos anos das vias alternativas de acesso à Medicina: os "ciclos básicos" das universidades da Madeira e dos Açores, que dão 3 anos da formação inicial, a complementar nas universidades de Lisboa ou Coimbra. As instituições das regiões autónomas ofereceram perto de 100 vagas adicionais desde 2004.
Segundo a DGES, o total de "admissões possíveis", incluindo os chamados "regimes especiais", já ultrapassa os 1600 lugares. Porém, o número de colocados de 2009 (1493) aproxima-se do total de vagas iniciais.
A acompanhar o aumento da oferta, tem-se assistido a uma descida das médias dos últimos colocados, um factor determinante para o ingresso nos cursos de Medicina em Portugal.
Sabias que...
- Em 2000, a média do último colocado foi de 18,13 valores? Já em 2009, a nota de candidatura desceu para os 17,82 valores.
- São cada vez mais as mulheres que ocupam as vagas para estudar Medicina? Dos perto de 4900 médicos que potencialmente entraram na profissão nos últimos 5 anos, cerca de 2 terços (3300) são mulheres.
- Um Médico demora, em média, 10 e 13 anos a formar-se? Depois da formação básica (6 anos), o aluno tem de fazer uma especialidade, que pode demorar entre 4 (Medicina Geral e Familiar, por exemplo) e 7 anos (Neurocirurgia, por exemplo).
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