Não, não é um género musical... O exemplo chega-nos do Brasil, mas o objectivo é universal: preparar os jovens estudantes para o futuro.
Independência financeira, desenvolvimento do potencial criativo, reconhecimento público, prosperidade... Muitas são as necessidades que buscamos satisfazer através do trabalho. Ao observarmos carreiras de sucesso, constatamos que a escolha profissional tem de contemplar factores internos e externos ao indivíduo, mas como exigir isso aos mais jovens?
Devemos seguir a chamada vocação e ignorar a realidade das saídas da profissão em questão? Optar segundo as tendências do mercado de trabalho e desconsiderar as inclinações e os gostos pessoais?
A escolha precipitada produz desanimadoras e dispendiosas tentativas de ensaio e erro. A Universidade de São Paulo, por exemplo, cujo processo selectivo é o mais rigoroso do Brasil, tem índices de evasão de até 30%. A justificação de 44,5% dos alunos desistentes é a escolha errada do curso. E a oferta de cursos não para de crescer. Em 2007, eram mais de 150, entre bacharelados, licenciaturas, além de mais de 3500 formações tecnológicas. O excesso de opções confunde quem não tem clareza quanto a quem é e o que quer ser, fazer e ter.
Os resultados apresentados pelos jovens após o processo de Coaching indicam o aumento do autoconhecimento, da auto-estima e da consciência da realidade externa. São estes os elementos que favorecem a tomada de decisão congruente, sendo que esta é o primeiro passo para a construção da carreira que irá garantir realização pessoal e solidez material e com a qual os jovens passam a se comprometer.
Coachig: Técnica usada por atletas e executivos e que também prepara os jovens para o futuro
O Dilema do 12º ano
Ana Júlia Salles, de 17 anos, sabia que queria trabalhar na área de Saúde, mas não desejava ser médica ou enfermeira, nem lidar com pessoas entre a vida e a morte. Também não se imaginava sem praticar desporto por falta de tempo e a ter de atender chamadas telefónicas durante a madrugada. Para complicar, os seus pais temiam que ela tivesse dificuldades em ingressar num mercado de trabalho saturado e que o retorno financeiro demorasse a chegar.
Descobrir o que se quer: o ponto de partida
Com esse dilema na cabeça e a pressão do fim do ano lectivo, a Ana Júlia chegou à sua primeira sessão de Coaching. Achou estranho o facto de a coach Priscilla de Sá demorar a tocar nos temas profissões, universidade, cursos e de abordar talentos, sonhos, valores e crenças. Entretanto, ela, que havia começado o processo sabendo apenas o que não queria, já era capaz de dizer, precisamente, como queria viver dali a 10 anos.
Empolgada com a busca dessa “vida ideal”, iniciou uma pesquisa e descobriu que, para trabalhar na área de Saúde, não seria preciso lidar, necessariamente, com sangue, pessoas doentes e agulhas. E melhor: que é possível ganhar dinheiro, ajudando pessoas saudáveis a produzirem mais.
Opção consciente: um passo à frente dos concorrentes
A estudante do 12º ano optou, então, pela Fisioterapia Desportiva, um sector que está em ascensão no Brasil (onde Ana Júlia vive), devido à aproximação de grandes eventos, como as 'Olimpíadas' e a 'Copa do Mundo'.
Segundo Priscilla de Sá, criadora do método POP Coaching, nenhuma decisão deve ser tomada antes que o jovem tenha clareza quanto ao que quer ser, ter e fazer. “Somente após descobrir o que realmente é importante para ele é que o jovem tem condições de optar com consciência”, explica.
A especialista, que adaptou o método de motivação de atletas e executivos ao universo jovem, ressalta as vantagens do Coaching: “trata-se de um processo que leva o estudante a projectar um ponto no futuro e a planear sua jornada até ele. Ao contrário de outros métodos de orientação vocacional, o jovem não tem que encaixar todos os seus sonhos dentro de um curso; o estudo e o trabalho é que pertencem a um contexto mais amplo, o que dá combustível para lutar pelo que se quer.”
Desde que decidiu tornar-se fisioterapeuta, Ana Júlia já visitou universidades e conversou com profissionais da área, o que lhe rendeu uma promessa de estágio. “A certeza do que quero para a minha vida não me deixa perder tempo; formar uma rede de contactos desde já me coloca à frente dos concorrentes”, afirma a estudante.
Formar líderes é a grande motivação do trabalho de Priscilla de Sá: “Sinto-me gratificada ao ver nascer uma paixão ardente nos olhos de adolescentes que, até então, apenas se importavam em consumir e em seguir tendências. Como coach, tenho a convicção de que estes meninos e meninas irão fazer a diferença no mundo."
À medida para a “geração net”
Priscilla de Sá, psicóloga e também mãe de um adolescente, resolveu adoptar o Coaching como especialidade por julgar que a técnica se ajusta perfeitamente à realidade dos nativos digitais. Essa geração tem como características a falta de objectivos consistentes e a baixa tolerância à frustração.
Além do material e da linguagem adaptados ao público jovem, a estrutura das sessões também se ajusta à realidade da “geração net”. Priscilla de Sá trabalha com jovens do Brasil e de Portugal, também por meios electrónicos. “Vivemos numa aldeia global, em que os problemas e as expectativas não diferem muito. Os jovens estão habituados à comunicação virtual e a tratar de questões pessoais pelo skype ou msn”, esclarece.
Os clientes ainda contam com uma secção de dúvidas online e têm acesso a um blog (wwww.popcoaching.blogspot.com), que é abastecido com informações sobre cursos, profissões e comportamento.
Priscilla de Sá: Psicóloga clínica, jornalista e palestrante internacional.
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching, entidade há 10 anos referência em Coaching na América Latina. Life, executive, career, team, leader e business coach, certificada internacionalmente pelo Behavioral Coaching Institute (EUA). Trainer e criadora do método Pop Coaching de escolha profissional para jovens. Especialista em Neurocoaching, treinada e certificada pelo psiquiatra e professor clínico da Harvard Medical School, Dr. Srini Pillay.
Mais informações em: http://www.desacoaching.com/ e http://www.essenciadoser.com/.
Comentários (17)
Subscrever sinal web deste comentário.Um autêntico farol numa tempestade dúvidas que é a adolescência
Um autêntico farol numa tempestade de dúvidas que é a adolescência
É um autêntico farol numa tempestade de dúvidas.
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parabens pela iniciativa!!!
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Eu acho que hoje em dia os jovens não têm muito apoio nesse sentido.. Existe a orientação escolar obrigatoria no 9º mas que é uma treta porque são 1001 alunos para uma psicologa. No 12º devia haver um apoio especializado mas se o quisermos temos que pagar!
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ha varios estudantes (como eu) que nao sabem muito bem, ou nao tem mesmo noçao daquilo que querem seguir
alem disso a pressao é sufocante e muitos deles acabam por seguir areas que desconhecem simplesmente porque alguem disse que ia ou que era "fixe", ou seja vao tipo carneirinhos xD









bem interessante 





