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Cursos profissionais travam abandono escolar

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ensinoprofissional

Um estudo da Universidade Portucalense revela que metade dos alunos matriculdos entre o 9º e o 12º ano aderiu ao Ensino pofissional.

São mais de 40 mil os jovens portugueses a frequentar entre o 9º e o 12º ano de escolaridade que, por terem aderido a cursos profissionais ministrados no ensino secundário público, não terão abandonado prematuramente a escola, por opção ou por exclusão, nos últimos dois anos lectivos.

Esta conclusão é revelada por um estudo levado a cabo pelo Departamento de Ciências da Educação e do Património da Universidade Portucalense, sob a orientação da Professora Doutora Cláudia Teixeira, que acrescenta que hoje, metade dos alunos matriculados entre o 9º e o 12º ano frequentam as vias profissionais.

“Desta investigação resultou a convicção de que o Ensino Profissional tem fortes possibilidades de se tornar um veículo promotor do sucesso escolar, pois permite aos alunos desenvolverem os seus talentos individuais e contribuir para a diminuição das taxas de abandono escolar”, refere Ana Maria Cortez, Investigadora no âmbito do Mestrado em Administração e Planificação da Educação da Universidade Portucalense.

Com o objectivo de determinar a atractividade dos cursos profissionais junto dos jovens e de verificar as saídas profissionais proporcionadas por esta modalidade de ensino, a investigação procedeu a um estudo de caso junto de um grupo de 24 ex-alunos de cursos profissionais da Escola Secundária de Ermesinde, do qual resultaram as seguintes conclusões:

- A totalidade dos inquiridos indicou estar satisfeita com o currículo dos cursos, enaltecendo a sua versatilidade e cariz teórico-prático;
- Empregabilidade - 63% iniciaram uma experiência de trabalho logo após a conclusão do curso e, destes, 25% na mesma área de estudo;
- 37% dos alunos prosseguiram os seus estudos, ingressando no Ensino Superior;
- A obtenção de uma dupla certificação – académica e profissional – foi por todos enaltecida como uma mais-valia, por lhes permitir, simultaneamente, prosseguir estudos e/ou iniciar a sua vida de trabalho.

Por sua vez, também os responsáveis das entidades formadoras externas destes alunos, salientaram estarem receptivos à sua empregabilidade nas instituições de que são responsáveis, reconhecendo a necessidade no mercado de trabalho destes técnicos de qualificação intermédia, que classificaram como “produtivos” e “com capacidade para resolver problemas com eficiência”.

“Esta avaliação feita por responsáveis e potenciais empregadores após terem tido uma experiência de colaboração escola-empresa é muito importante, pois significa a abertura a uma nova visão de escola, passando a encará-la como uma fonte de recursos humanos qualificados”, acrescenta Ana Maria Cortez.

Recorde-se que o Ensino Profissional foi implementado na Escola Pública em 2004, altura em que se iniciou uma reforma que viabilizou que as escolas secundárias da rede de oferta estatal pudessem diversificar a sua oferta formativa, oferecendo cursos profissionais de nível secundário idênticos aos desenvolvidos pelas escolas privadas.

Nos primeiros anos, esta medida foi implementada cautelosamente, tendo-se verificado uma “explosão” de matrículas de alunos nos cursos profissionais das escolas públicas em 2006, fruto da vontade política expressa na Iniciativa Novas Oportunidades.

 





Comentários (7)

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Leonardo Lourenço
bem, depende ...
Estou em Curso Profissional de Técnico de Turismo.
e posso dizer que a turma começou com 21 .
neste momento tem 13 :/ e quem saiu, não procurou outro curso, simplesmente procurou emprego
Leonardo Lourenço , Abril 29, 2011
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Sandro
Vou exprimir aqui a minha opinião em relação a alguns cursos profissionais das "novas oportunidades". Esses cursos quando surgiram era para qualificar pessoas trabalhadoras que na altura não tiveram possibilidade de acabar os estudos e agora o queriam fazer. Mas actualmente muitos dos alunos que andam nesses cursos tem a minha idade ou até são mais novos que eu e fazem às vezes 3 anos em 1. E se por acaso os meninos faltarem, os professores tem de lhes repor as aulas em que os meninos faltaram, às vezes sabe-se lá porquê. Enquanto eu se faltar a uma aula por estar doente se não pedir os apontamentos a um colega e que me dê umas pequenas noções da matéria posso acabar depois por num teste tirar nega e ficar com uma disciplina em atraso. Enquanto esses meninos os professores em alguns cursos não podem chumba-los. Acho isto um absurdo autêntico..

Eu não sou contra as escolas profissionais e aliás, tenho uma escola profissional na minha área que é das melhores em hotelaria, apenas sou contra aqueles alunos que frequentam certos e determinados cursos e passam sem se saber porquê. E isso é travar o abandono escolar ou é criar um país ainda com mais incultura ?

Sandro , Outubro 17, 2010
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Roanytah
A meu ver não partilho da mesma opinião que a Vanessa... pois não vejo nenhum mal em haver cursos profissionais nas escolas publicas, até porque isso nem influência o nosso ensino....

Pelo contrário eu aprovo...pois nem todas as escolas profissionais estão acessíveis a todos, e nem possuem das melhores condições para muitos cursos que têm...smilies/cool.gif
Roanytah , Outubro 02, 2010
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Inês Penim
Eu não acho justo os cursos profissionais terem mais ofertas e acessibilidades que os alunos comuns.
Inês Penim , Outubro 01, 2010
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Inês Penim
Concordo contigo, vanessa. A minha escola não é proffisional e mesmo assim tem bastantes cursos profissionais.
Inês Penim , Outubro 01, 2010
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andreia
Pois antes como nao havia este tipo de cursos o pessoal tinha de ir para as areas especificas, assim a muita gente a ir para profissionais!
andreia , Outubro 01, 2010
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Vanessa Ramos
Por muito que seja a favor dos cursos profissionais, deveriam estar todos em escolas profissionais. Porque existe dentro das escolas hierarquias.
Primeiro os alunos comuns só depois os alunos do profissional smilies/cry.gif
Vanessa Ramos , Setembro 07, 2010

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