
O Programa Estágios Profissionais e o Programa Qualificação Emprego têm o período de candidatura fechado actualmente e não há qualquer previsão quanto à data da sua reabertura.
Esta é a resposta que está a ser dada pela Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) às muitas empresas que pretendem admitir estagiários. Esta delegação é uma das 5 que actualmente controlam todos os processos de candidatura a estágios profissionais.
A razão do bloqueio é financeira e política, garantem responsáveis que acompanham este assunto, dentro e fora do universo IEFP. A austeridade do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) combina mal com a empregabilidade promovida no discurso político, dizem.
Segundo noticia o jornal i, a paragem nos estágios por tempo indeterminado não é uma coisa normal. As empresas e os jovens nunca, nos últimos anos, tiveram de esperar meses a fio pelas colocações. Agora há informações de que as coisas estão mais lentas e difíceis por razões financeiras, por exemplo.
Menos 30 milhões para estagiários A ordem é para poupar, apesar de o governo ter garantido que não iria mexer nos estágios, como fez noutras medidas de apoio. A edição de ontem do "Jornal de Negócios" refere que o IEFP e o governo estão a preparar uma redução de tempo dos estágios profissionais dos actuais 12 meses (que era para ser excepção, mas tornou-se regra) para 9 meses. A medida permitirá uma "maior rotatividade" entre os jovens com menos dinheiro, disse Francisco Madelino, presidente do IEFP àquele jornal.
Se a bolsa passar a financiar, como é intenção das autoridades, 9 meses de estágio (como acontecia antes da crise) em vez dos 12 actuais, significa que o Estado vai poupar 25% por estagiário. Actualmente existem 21 mil pessoas a realizarem estágios profissionais com um apoio médio de 475€ (salário mínimo). Com a medida, o governo passa a gastar 90 milhões de euros em vez de 120 milhões. É uma poupança de 25% ou de 30 milhões de euros.
Fonte: Jornal i



















