
Hoje tens aulas com quadros interactivos, navegas na net da tua escola a uma velocidade mínima de 64 Mbps e tens, certamente, um portátil, como quase todos os teus colegas.
E sabes que tudo isto, que te parece agora tão natural, não existia há apenas 5 anos atrás? O Plano Tecnológico da Educação (PTE), que permitiu este “milagre”, depois de ter dotado as escolas das infra-estruturas tecnológicas necessárias, entra agora na segunda fase, que é a aposta na disponibilização de serviços como a matrícula online.
Mais de 1 milhão e 600 mil computadores portáteis pessoais distribuídos, todas as salas com ligação à Internet, 1 computador ligado à Internet por cada 2 alunos, 1 quadro interactivo por cada 3 salas de aula, 1 videoprojector por cada sala de aula.
Estes números são, talvez, a face mais mediática do PTE que, em 2007, começou a ser implementado. No entanto, o mais importante não são os números mas sim o que eles traduzem. E que é, desde logo, e conforme salientado à FORUM pela Ministra da Educação, Isabel Alçada, a aposta na “igualdade de oportunidades”.
Não só porque levou a muitos estudantes Internet e um computador pessoal a que, de outra forma, não teriam acesso, mas também porque, como a Ministra fez questão de frisar, “todas as escolas estão equipadas com todos os meios necessários para que alunos e professores possam utilizar estes novos recursos para aprender e para se desenvolver”. Para Isabel Alçada, “esse mergulho da escola portuguesa na era digital permitiu a criação de uma dinâmica de aprendizagem e de ensino nova.” E a verdade é que essa dinâmica se está a notar. Se tiveste oportunidade de passar pela FIL, entre os dias 22 e 26 de Setembro, durante o “Portugal Tecnológico 2010”, pudeste ver alguns projectos escolares que o PTE tornou possível, e de que te damos conta nas páginas seguintes. Para a Ministra da Educação, essas iniciativas “testemunham a utilização criativa que as escolas fazem dos recursos que lhes estão a ser disponibilizados”.

Alunos mais motivados
Contrariando a ideia de que o Governo possa ter apostado nas tecnologias como “remédio para todos os males” da Educação, João da Mata, Secretário de Estado da Educação, realçou que o que sempre esteve presente na orientação do Executivo foi a certeza de que as tecnologias eram “um meio poderoso para melhorar os resultados escolares dos alunos”. E apontou os dados do Observatório do Plano Tecnológico da Educação que mostram que o Governo estava certo ao seguir este caminho. Num inquérito efectuado a alunos do 9º ano, “80 por cento dizem-se mais motivados com a introdução das TIC nos processos de ensino e aprendizagem e 60 por cento dizem que aprendem melhor”.
João da Mata defendeu também que estas tecnologias são “um meio para fomentar a inovação” nas práticas das escolas e os resultados estão à vista. Este ano, como aliás já tinha acontecido o ano passado, 2 escolas portuguesas (Secundária de Lagoa, nos Açores, e EB 2,3 de Nevogilde, em Lousada) foram seleccionadas para integrar a lista da Microsoft das escolas mais inovadoras do mundo.
Educação e tecnologia – Diálogo entre irmãos
Se um cirurgião de há 50 anos voltasse hoje não seria capaz de operar mas um professor poderia fazer o seu trabalho sem problemas. Foi com esta provocação que o irmão Carlos Brazão, Managing Director da Cisco Systems Portugal, interpelou o irmão José Brazão, Director da Escola Secundária Padre Alberto Neto (Queluz).
O palco deste “diálogo entre irmãos” foi o “Portugal Tecnológico” e o pretexto era discutir como se relacionam educação e tecnologia. Ao repto lançado pelo irmão, de que na escola portuguesa nada terá mudado nos últimos anos, José Brandão contrapôs vários argumentos para provar que um professor de há 50 anos não aguentaria hoje numa aula mais de 20/30 minutos. Primeiro, porque a tecnologia também chegou à escola e hoje, como referiu o Director da Padre Alberto Neto, “o que temos são salas de aula virtuais”, em que os quadros interactivos permitem “pedagogias activas”, fazendo da sala de aula “palco de contacto entre aluno e professor”. Depois, porque há 50 anos “o professor era o detentor do saber e a escola era ‘o’ veículo da informação”. Hoje, os canais de informação são múltiplos e globais e, como reconheceu o professor José Brazão, “os nossos alunos, em muitos domínios, sabem tanto ou mais do que nós”.
Mostrando que os jovens actuais têm múltiplos e variados interesses que os ocupam ao longo do dia, José Brazão deu outro argumento ao irmão. É que o professor de hoje tem de lidar também com a dispersão e baixa concentração dos jovens e com o facto da escola ser uma “interrupção” nos seus interesses. Por isso, rematou: “Se os alunos estão muito motivados com as novas tecnologias então compete-nos a nós, escolas e sociedade, ir ao encontro deles e apanhar o seu potencial”.
Capacidades requeridas para o século XXI
_ Pensamento crítico
_ Resolução de problemas
_ Inovação e Criatividade
_ Colaboração
_ Equilíbrio vida / carreira
_ Informação, media e tecnologia
E como é que a escola prepara os alunos para estas que são, no entender de Carlos Brazão, as capacidades requeridas para o século XXI, numa época em que as actividades são “cada vez mais interactivas, mais colaborativas, mais online”? E a resposta é dada pelo próprio: “Com ensino e métodos pedagógicos inovadores, suportados por tecnologias colaborativas permitidas pela modernização dos sistemas”. Ao acompanhar e incorporar estas tecnologias, a escola está, segundo crê, “a contribuir para criar profissionais do século XXI”. Por isso, o Managing Director da Cisco louva o esforço que está a ser feito em Portugal no que respeita à massificação das TIC nas escolas. Um esforço que, diz, é também reconhecido além fronteiras, com o próprio presidente da Cisco na Europa a dizer que “os vossos filhos vão-vos agradecer”.
Matrículas a partir de casa
Sabes que no próximo ano já vais poder realizar a tua matrícula através da Internet e pedir certificados? E que vais poder esclarecer as tuas dúvidas de Português com a Ciberescola da Língua Portuguesa?
Estas são algumas das novidades trazidas pela segunda fase do PTE, e que foram anunciadas pela Ministra da Educação na conferência Economia Digital, durante o “Portugal Tecnológico”.
O Portal das Escolas - www.portaldasescolas.pt –, que se define como “o sítio de referência das escolas” e “a maior rede colaborativa em linha da educação em Portugal”, vai alojar muitas destas novidades, como é o caso das já referidas mas também dos Espaços do Aluno, do Docente e do Encarregado de Educação.
A partir de 2012, podes contar também com uma Plataforma Virtual de Aprendizagem, onde serão disponibilizados conteúdos por áreas temáticas para os diferentes níveis de ensino.
Outra iniciativa que certamente te seria útil mas que, para já, vai estar orientada apenas para os alunos do 1º ciclo do ensino básico, é o Tutor Virtual de Matemática.
Eles estiveram à conversa com o Primeiro-Ministro!

O Carlos Gomes, o Tadeu Gonçalves e o Tiago Guerreiro, alunos do curso Técnico de Energias Renováveis – Sistemas Solares, da Escola Secundária Serafim Leite (S. João da Madeira – Aveiro) não podiam estar mais orgulhosos. É que, durante a visita do Primeiro-Ministro ao espaço do PTE, na exposição “Portugal Tecnológico”, puderam falar demoradamente com ele e isso até lhes valeu aparecerem na televisão.
Foi uma oportunidade ímpar de mostrarem os projectos desenvolvidos no âmbito do curso e tornadas possível pelo PTE.
Comentários (10)
Subscrever sinal web deste comentário.Esta ultima reprotagem é a melhor x)
E eu o Socrates olha que eu sou mais alto que ntu vamos la ver x)
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Mas espero que quando estiver de novo em pé tenha tudo a que os alunos tem direito. Fico feliz, apesar de já não apanhar, pois estou no 12º ano e espero ir para a universidade no próximo ano lectivo
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Mas temos uma ou outra novidade
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até mesmo os corredores têm um router é brutal andar pela escola e nunca perder a rede.
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Mas também tenho saudades do antigo quadro de giz em que os alunos passavam a vida no quadro, com estas novas tecnologias raramente na minha turma alguém vai ao quadro. :s
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Na minha escola, que está em obras, no final, vai haver computadores em todas as salas para os professores, vai haver projectores em todas as salas, já há Internet em toda a escola e ainda muitas das salas vão ser equipadas com quadros interactivos. São boas tácticas que permitem aos professores planear aulas diferentes das ''tradicionais''



















