
É cantora de jazz, directora e professora de canto na escola de música da Operação Triunfo, (programa da RTP), e ainda professora de voz na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, no Hot Club Portugal.
Relembra-se como uma aluna que tinha défice de atenção na escola e que o que gostava mesmo de fazer era cantar. Hoje, sente-se feliz com o caminho escolhido e acredita que há uma magia dentro de nós que se liberta com a música. Nas linhas que se seguem damos-te a conhecer melhor Paula Oliveira.
Ana Catarina - Participou em alguns dos mais prestigiados festivais, dentro e fora do país. De quais gostou mais?
Em Festivais de Jazz, que são os eventos que maioritariamente têm a nossa música, que têm um público só para ouvir jazz e são sempre ambientes muito especiais, até porque um festival concentra não só o meu concerto, mas também outros grupos a nível internacional. É uma concentração de pessoas que falam a mesma linguagem e que torna o ambiente muito interessante. Claro que há festivais que me marcaram mais e muitas vezes nem são os mais prestigiados. Por exemplo, numa noite de Verão, em que estamos num concerto ao ar livre, como já me aconteceu na Gulbenkian, num festival de jazz, em que parece que tudo é mágico: o ambiente, com os aviões a passar a fazerem barulho, aquele jardim... São momentos que tornam a música mágica e proporcionam uma boa performance.
Filipa - Acabou agora de lançar o novo CD. O que espera por parte do público e, já agora, porquê o nome “Raça”?
“Raça” quer dizer várias coisas. Quer dizer a minha raça, cantar português. Quer dizer a raça dos trombones. A formação deste CD é única. Nunca tinha sido feita com um quarteto de trombones. Normalmente é feita com orquestra com saxofone, trompete, trombones, tudo à mistura e neste disco o que acontece é esta sonoridade nova dos trombones. Estou muito feliz com o disco e espero que as pessoas gostem. Sei que é um disco que não é para se ouvir na rádio ou com muito barulho. É um disco para chegarmos a casa e ouvirmos com os auscultadores.
Raquel - Como é ser artista em Portugal e no estrangeiro? Sente muita diferença? O acolhimento do público é diferente?
Ser músico de jazz é uma forma de estar na vida, assim como ser um cantor de fado. Quando escolhemos uma carreira, escolhemos o que é que queremos fazer na vida e fazêmo-lo com muito amor. Agora, ser artista em Portugal ou no estrangeiro? Não é importante se é em Portugal ou no estrangeiro. O importante é nós amarmos aquilo que fazemos e acreditarmos no que estamos a fazer.
Escola da Operação Triunfo versus escola real
“A Operação Triunfo é uma escola de televisão e os timings são mais curtos e os objectivos são muito mais concretos. Não se trabalha um aluno para uma carreira a longo prazo, nem se trabalha o aluno como se trabalha durante um ano numa outra escola. Aqui trabalhamos os alunos com objectivos semanais. Não deixam de ser aulas e não deixam de ser coisas muito concretas e objectivas, só que são coisas diferentes. E claro, temos toda aquela pressão de termos sempre um programa com qualidade em que a informação que estou a passar aos alunos tem que ser clara. A magia daquele programa é exactamente passar de uma linguagem mais técnica para uma mais acessível, de maneira a que qualquer pessoa que está em casa perceba.”
Se queres fazer carreira na música deves…
“Se querem mesmo uma coisa, têm que trabalhar muito. A única coisa em que acredito é no trabalho. Já vi muito talento a ir por água abaixo por não fazerem nada com ele. Há pessoas que aparentemente são super “apagadas” e que de repente, quando se começa a trabalhar, é só magia lá dentro. Às vezes é muito perigoso falar-se da questão do talento, porque deixa muitas dúvidas. O que é o talento? Eu não sei responder o que é isso. Acho que todas as pessoas têm o seu talento, a sua vocação, e o que é preciso é descobrir isso e deixá-las encontrar o seu caminho. Serem criativas é o melhor que há para a vida das pessoas. E hoje as coisas estão muito formatadas a nível do ensino. O ensino hoje em dia castra muito as pessoas. “É preciso fazer não sei o quê”, “É preciso chegar a horas”... É tudo tão sério que as pessoas deixam de ser criativas e vivem tristes, não é?”.
Repórteres de serviço
Ana Catarina Ferreira, 18 anos
Curso de Línguas, Literaturas e Culturas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
“Entrevistar a Paula Oliveira foi uma experiência gratificante e nova que adorei viver. São oportunidades únicas que quero viver mais vezes”.
Raquel Ribeiro, 15 anos
10º ano, área de Humanidades, Colégio São João de Brito (Lisboa)
“Foi uma experiência super gratificante. A Paula deu-nos o seu testemunho de que para que os nossos sonhos se realizem é necessário trabalho e determinação. Gostei imenso, pois foi uma oportunidade para nos abrir novos horizontes”.
Filipa Caçador, 18 anos, Escola Secundária Passos Manuel (Lisboa)
12º ano, curso profissional de Artes do Espectáculo e Interpretação
“Gostei muito. A Paula é alguém que tem muito para transmitir aos mais novos e com muita sabedoria. Adorei conhecê-la e foi uma mais-valia para mim que estou no meio do espectáculo e que tenho aulas de voz”.
Frases em destaque:
“O ensino castra muito as pessoas”
“Já vi muito talento ir por água abaixo por não fazerem nada com ele”
Operação Triunfo
“Está a ser tudo muito fácil. Nunca tive tantos alunos tão bons. Estão todos a um nível muito alto e já estamos a trabalhar questões num nível muito mais avançado”.
Comentários (13)
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gostei imenso da entrevista, estive a ouvir a musica enquanto decorria e achei tão envolvente.
gostei imenso dou nota 5!
...
Além disso, poderia ter fotografado e, posteriormente, fornecer as fotografias à Fórum Estudante e colocar algumas no Jornal Escola da minha escola de forma a divulgar que a Fórum Estudante, realiza projectos enriquecedores para a experiência de vida de cada um.









Aparece em Dezembro ieh Parabéns pela entrevista












parabéns meninas ,p