
E ao fim de 48 horas em terra, foram salvas as últimas 33 baleias-piloto que estavam presas numa baía na Nova Zelândia, partindo desta forma para águas mais profundas. Numa operação que envolveu cerca de 200 voluntários conseguiu-se salvar 60 baleias num total de 99.
Deste Grupo inicial de 99 baleias-piloto que deram à costa na segunda-feira, 40 acabaram por morrer, 26 foram salvas na terça-feira e as restantes 33 puseram-se a caminho do mar alto saindo assim de Golden Bay.
As missões de salvamento começaram na segunda-feira após terem sido avistadas 99 baleias-piloto que se desorientaram e ficaram atoladas nas águas pouco profundas da baía de Farewel Spit, o maior cordão de areia da Nova Zelândia, na ilha sul, com cerca de 25 quilómetros de extensão.
Segundo Kimberly Muncaster , responsável pelo Project Jonah, que desde 1974 treina voluntários para salvar baleias “Tendo em conta o longo período em que estiveram na costa este foi um resultado melhor do que esperávamos”, acrescentando ainda que “As baleias estavam exaustas e desorientadas e, depois de tanto tempo em terra, o seu organismo sofreu alguns danos”.
Nestas situações de salvamento que envolvem as baleias um dos problemas esxistentes é de que estes animais que dão à costa e ficam com todo o peso do corpo assente sobre a caixa torácica durante várias horas. Além disso, não tendo pêlo e sendo constituídos por uma camada de gordura significativa, sofrem bastante com a exposição ao Sol, correndo assim o risco de uma subida perigosa da temperatura corporal que pode levar à morte. Por esse motivo, nos últimos dois dias, cerca de 200 voluntários tentaram manter os animais molhados.



















