
No âmbito do projecto EPITeen, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto chegou à conclusão do principal motivo que leva os adolescentes portugueses a fumar.
O estudo revelou que os adolescentes começam a fumar devido à pressão do grupo e, para eles é uma forma de melhorarem o seu estatuto social. Muitas vezes os jovens relacionam o acto de fumarem como uma forma de emancipação.
O estudo feito a 2.036 adolescentes na faixa etária dos 13 anos mostrou que 19,9% dos adolescentes já tinha experimentado fumar, 1,8% fumava ocasionalmente e 1,3% fumava pelo menos um cigarro por dia.
Para uma avaliação qualitativa, 15 rapazes e 15 raparigas foram entrevistados com objectivo de analisarem as representações sociais subjacentes ao comportamento de fumar.
Constatou-se que os adolescentes têm consciência das implicações do tabagismo na saúde, sabem que fumar faz mal e, são capazes de associar o tabagismo a um maior risco de sofrer de cancro do pulmão ou de doenças respiratórias e de morrer.
Para estimular uma mudança de comportamento, apela-se ao desenvolvimento de novas campanhas que realcem as consequências do consumo de tabaco na adolescência, e a necessidade dos programas escolares em melhorarem a capacidade dos adolescentes a controlarem a pressão feita pelo grupo de amigos.
Fonte: Jornal Metro





















Antes de comentar esta notícia inquietante queria desde já alertar para um erro no título: "tababo" em vez de "tabaco".
Em relação à notícia, concordo plenamente no aspecto em que muitos jovens utilizam o cigarro como meio para "subir" o seu estrato social. Por exemplo, na minha turma, tive 2 pessoas que chumbaram do antigo 12º ano e, com isso, tiveram grande influência nos meus colegas vindos do 11º ano. Em que aspectos? Na introdução de tabaco e drogas nas vidas deles apesar de já terem admitido que são a causa dos meus colegas fumarem contudo agora, penso eu, seja tarde demais para deixar um vício tão poderoso como o tabagismo.
Apesar deste exemplo, cada um é livre de fazer o que quiser e o que bem apetecer ainda por cima estando a falar de pessoas de 17/18 anos. Porém, ainda mais preocupante, são os resultados de jovens com 12/13 anos já começarem a experienciar este tipo de droga sem ou com o conhecimento dos Pais.