Cartazes, apitos, megafones, frases de protesto e alguma chuva. Foi o que encontrámos na manifestação estudantil do básico e secundário que decorreu hoje, em frente ao Ministério da Educação.
A Delegação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário (DNAEEBS) declarou esta quinta-feira, dia 4 de Fevereiro, ‘Dia de Luta Nacional' e convocou manifestações por todo o país pela efectiva aplicação da Educação Sexual e contra o actual Estatuto do Aluno.Na cidade de Lisboa, a manifestação teve lugar em frente ao Ministério da Educação, pouco passavam das 11:00h da manhã. Roucos, sem que os primeiros pingos de chuva os deixassem intimar, os manifestantes chegaram vindos da zona do Saldanha (local da concentração) rumo à porta do Ministério da Educação. Cartazes com as frases “Já chega + do mesmo” e gritos de ordem como “1, 2, 3 na rua outra vez… 4, 5, 6 não queremos estas leis”, “acordem para a realidade, não nos dizem a verdade”, “ Educação Sexual faz falta ao pessoal” e “Estudantes unidos jamais serão vencidos” deram voz aos mais de 400 alunos que ali se juntaram.
André Martelo, presidente da DNAEEBS
“Hoje é ‘Dia de Luta Nacional’ e estamos aqui como forma de protesto contra as injustiças do estatuto do aluno e pelo o fim dos exames nacionais, a melhoria das condições humanas e materiais das escolas, a diminuição do preço dos manuais escolares e ainda a existência de Educação Sexual nas escolas”, disse à FORUM, entre a multidão e o aparato policial que se foi formando, André Martelo (12º ano, Escola Secundária Passos Manuel), também presidente da DNAEEBS.
Liberdade de expressão ameaçada?
De acordo com este estudante, houve mesmo casos de alunos impedidos de participar nas manifestações, alguns “chegaram mesmo a ser levados para esquadras de polícia em Viseu”, refere André Martelo, sublinhando que isto “é uma vergonha e só mostra que o Governo está com medo de nós!”. O aluno garantiu ainda que sabe de casos onde funcionários das escolas ameaçaram os alunos manifestantes, mas garantiu que “o ataque concertado é grande, mas os estudantes vão continuar na rua!”.
Contactada pela FORUM à porta do Ministério da Educação, Madalena Queirós, Assessora da Ministra da Educação, disse desconhecer essas situações relatadas em Viseu. "Não temos conhecimento disso nem houve orientações do Ministério da Educação nesse sentido de quartar os direitos à liberdade de expressão dos estudantes. Nunca houve. No entanto, vamos averiguar esse assunto.", referiu a porta-voz. 
Fim dos exames nacionais
A DNAEEBS, que diz representar mais de 100 associações estudantis, reclama ainda mais investimento nos estabelecimentos de ensino e o fim dos exames nacionais, uma avaliação no mínimo injusta, explica Diana Simões, aluna da Escola Secundária Gil Vicente. “Os exames nacionais são uma espécie de meta de uma corrida, em que havendo escolas diferentes, com condições completamente díspares, obrigam a que haja alunos que corram para essa meta 50 metros antes! Há escolas sem condições nenhumas de ensino e a nível de instalações… Essa avaliação uniforme não faz o menor sentido: termos boas notas durante 3 anos e perdermos tudo em 90 minutos, vedando assim a nossa entrada no superior não faz sentido!”, referiu a aluna.
A propósito deste tópico de protesto, a assessora da Ministra da Educação Madalena Queirós referiu que "nunca esteve em causa acabar com os exames". 
Obras nas escolas
“Só fazem obras nos locais mais visitados e quem estuda no meio do nada fica sem condições nenhumas, como sempre foi!”, gritavam ainda a Marta, a Carina e a Lara, alunas do 11º ano da Escola Secundária Eça de Queirós.
“O Governo faz muita publicidade à Parque Escolar, mas na verdade são meia dúzia de escolas que estão a beneficiar de obras e ninguém percebeu ainda qual foi esse critério. Este Orçamento de Estado volta a esquecer-se das escolas que não têm ginásio para os seus alunos ou das Associações de Estudantes que não funcionam, porque nem sequer têm direito a uma sala”, referiu João Martins, aluno da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho.
"Assim não há futuro, estatuto é um muro!"
“Muitos alunos não estão aqui, porque a falta não iria ser justificada, mediante este Estatuto do Aluno”, referiu um grupo de alunos da Secundária Eça de Queirós à comunicação social. Por seu turno, André Martelo decidiu explicar as alterações do estatuto a nível de faltas recorrendo a um exemplo pessoal. “Na minha turma, por exemplo, antes do Estatuto do Aluno estar em vigor havia uma ou duas pessoas com problemas de absentismo. Actualmente, a mesma turma, tem vários alunos ‘tapados’ por faltas e não foi porque os mesmos alunos decidiram faltar às aulas, foi porque as justificações deixaram de ser possíveis: estar doente ou ir a uma manifestação dá origem a faltas e pode dar origem a provas de recuperação”, disse o aluno, assegurando que, ainda assim, hoje, em todo o país, estariam mobilizados nesta manifestação nacional cerca de 20 mil alunos. “Ainda é cedo para percebermos quantos de nós saíram à rua, porque há escolas dos Açores com quem ainda nem falámos, por exemplo”.
Educação sexual já!
“Temos uma taxa elevadíssima de mães adolescentes solteiras, o que faz de Portugal um país quase terceiro mundista. Além disso, as aulas de Educação Sexual já foram aprovadas na Assembleia da República… Só não chegaram foi ainda às nossas salas de aula, o que não pode ser”, referiu ainda Diana Simões.
Fotos: {Ricardo Bento}
Comentários (15)
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Também não sou propriamente a favor dos exames nacionais pelo enorme peso que têm o que, como disse a aluna Diana Simões: "não faz sentidotermos boas notas durante 3 anos e perdermos tudo em 90 minutos, vedando assim a nossa entrada no superior!”.
Enfim, estamos rodeados de coisas que apenas nos complicam a vida e não ajudam em nada.
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Li todos os comentários que fizeram, mas tenho de dizer que concordo com o Diogo Costa e o Carlos Gomes. Porque fazer uma manifestação, sem saber por concreto o que se trata , isso aí nao vai resolver nada.
Eu por exemplo , falando do meu caso, quando estou doente, não posso comparecer à escola , tenho atestado médico. Quando fico melhor, volto novamente à escola, entrego o atestado, estou já no 12º ano, e posso dizer que já fiz uma prova de Recuperaçao, o que me ajudou imenso, pois recuperei a materia que tinha em atraso. Logo concordo, porque não é por faltar porque temos atestado e ter faltas justificadas que chumbamos , apenas fazemos uma Prova, cuja, nos vai ajudar a recuperar a matéria perdida. E só chumba, quem falta por faltar , sem ter motivo nenhum, mas isso já é a problema e irresponsabilidade do aluno. Porque a nossa profissão é ser Estudante, todos temos objectivos de um dia termos uma grande profissao, e aí quando chegarmos a essa altura, vamos ficar orgulhosos de nós proprios, porque Conseguimos!!
Logo vida de estudante é assim, há que aproveita-la, mas saber muito bem o que fazer...
E a parte dos exames nacionais, é a unica que nao concordo, visto que mexe na nossa nota final, ou seja, como é que em 120 minutos , com boas notas nos 3 anos se pode , caso tenhamos negativa, chumbar e nao passar para a universidade ou pro ano seguinte... Não consigo entender, caso alguem me consiga explicar , estou ao dispor para ouvir
Espero que não tenha sido muito "mazinha" e que percebam o que tentei transmitir.
Obrigada
Márcia Vicente
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Quem realmente conhece e faz uma investigação profunda da realidade, percebe que as coisas estão a ser feitas, por vezes não da maneira mais correcta mas estamos, e depois temos de dar o desconto que é Portugal, mas amo o meu pais e não me importo de esperar e ajudar, invés de o deitar abaixo.
Se estes alunos pusessem a mão na massa, se juntassem realmente por uma causa como deve de ser e compreendessem acima de tudo, invés de irem para a rua estavam a fazer vaquinhas e a reconstruir eles a própria escola, afinal é a segunda casa de muita gente, e quando digo reconstruir falo também em estimar as instalações que tem, pois se existem escolas que chegaram onde chegaram é muito por culpa dos alunos.
Sou Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, e enfrentamos imensos problemas, mas não é com manifestações que as resolvemos, é com a colaboração dos alunos, dos professores, da Associação de Pais e da Direcção da Escola, que nos fazemos ouvir pelos lados do Ministério da Educação.
Armar barraca é muito giro quando realmente temos trabalho de casa feito, sabemos do que falamos e do que defendemos e acima de tudo pretendemos chegar ao fim utilizando sim a barraca.
Para show-off façam festas então!! É mais engraçado.
Tal como o Carlos, espero também não ter ferido a susceptibilidade de ninguém, e quem não compreender a minha opinião, posso fundamentala com mais e melhores argumentos tal como provas e exemplos.
Cumprimentos,
DC
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o que nos faz nao poder ir as manifestaçoes isso faz com que a nossa leberdade de esprexao seja morta
o que nao é nada bom
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e levar 400 alunos para uma manifestação já é um principio, não demos querer que fosse logo um umero astronomico!
apesar de não estar plenamente de acordo com as medidas que eles querem, porque acho os exames de avaliação são um método eficaz de avaliação.
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...... Só 400 alunos?
. Desculparem este numero com o facto de o estatuto do aluno prever faltas injustificadas para quem faltar às aulas para ir às manif's é igualmente ridículo. E ainda mais ridículo é observar estudantes que se encontravam nesta manifestação sem saber a fazer o que como se pode observar na TVI. Este tipo de manifestações deveria ser encarada com seriedade e coerência e não foi o que pude observar. Quanto ao estatuto do aluno é o melhor que poderiam ter feito porque caso não saibam, faltas justificadas originam uma prova de recuperação de "DIAGNÓSTICO" não estando em causa um ano lectivo, apenas se avalia o estado do aluno de forma a puder ajuda-lo a recuperar a matéria perdida devido a problemas que justifiquem a sua falta. Por outro lado, se os estudantes faltam e não têm qualquer justificação para isso a prova de recuperação que os pode chumbar a disciplina é justa, porque se não havia razões para faltarem, porque faltaram? têm que ser "castigados" e esforçarem-se a apreender a matéria perdida de forma a se manterem integrados na turma e a não prejudicarem os restantes alunos com dúvidas que até ai deveriam estar esclarecidas. Portanto, é um estatuto até bastante justo para o que muita gente quer fazer dele, distorcendo a realidade.
Quanto às aulas de Educação Sexual é um motivo para reclamar porque se estão previstas na lei são para se cumprir. Apesar de as tais mães "adolescentes" referidas no artigo, com o rápido acesso à informação dos dias de hoje só serem mães tão novas por falta de maturidade e consciência e não por falta de informação.
A modernização das escolas é outro motivos com o qual não concordo no protesto pois eu tenho estado a realizar um trabalho de AP sobre "As energias renováveis na escolas do séc.XXI" e tenho-me apercebido que esta modernização tem percorrido todo o país, em que mais de 100 escolas serão requalificadas de forma a melhorar a qualidade material de ensino, sendo assim, este é um motivo com o qual não concordo porque o Governo e Ministério da Educação têm feitos muitos esforços principalmente financeiros a este nível.
Relativamente aos exames nacionais, a minha opinião é simples, não deveriam acabar com eles tal como os mesmo não deveriam ter um peso tão grande na nota final pois não acho justo 1 teste avaliar um ano de trabalho inteiro. No entanto, para quem trabalha realmente a nota final não deverá deferir muito da nota do exame.
Quanto ao outro tema da notícia não me pronuncio pois não tenho grandes informações acerca do mesmo (liberdade de expressão) apesar de achar que já existe liberdade a mais em alguns assuntos.
Em jeito de conclusão, apresento a minha solidariedade para com alguns temas mas a incoerência de alguns assuntos leva-me a não concordar com esta manifestação. Mas apresento a minha solidariedade para com alguns motivos
Espero não ter ferido a susceptibilidade de ninguém, mas é a minha opinião xD
Cumprimentos.
...
. Desculparem este numero com o facto de o estatuto do aluno prever faltas injustificadas para quem faltar às aulas para ir às manif's é igualmente ridículo. E ainda mais ridículo é observar estudantes que se encontravam nesta manifestação sem saber a fazer o que como se pode observar na TVI. Este tipo de manifestações deveria ser encarada com seriedade e coerência e não foi o que pude observar. Quanto ao estatuto do aluno é o melhor que poderiam ter feito porque caso não saibam, faltas justificadas originam uma prova de recuperação de "DIAGNÓSTICO" não estando em causa um ano lectivo, apenas se avalia o estado do aluno de forma a puder ajuda-lo a recuperar a matéria perdida devido a problemas que justifiquem a sua falta. Por outro lado, se os estudantes faltam e não têm qualquer justificação para isso a prova de recuperação que os pode chumbar a disciplina é justa, porque se não havia razões para faltarem, porque faltaram? têm que ser "castigados" e esforçarem-se a apreender a matéria perdida de forma a se manterem integrados na turma e a não prejudicarem os restantes alunos com dúvidas que até ai deveriam estar esclarecidas. Portanto, é um estatuto até bastante justo para o que muita gente quer fazer dele, distorcendo a realidade.
Quanto às aulas de Educação Sexual é um motivo para reclamar porque se estão previstas na lei são para se cumprir. Apesar de as tais mães "adolescentes" referidas no artigo, com o rápido acesso à informação dos dias de hoje só serem mães tão novas por falta de maturidade e consciência e não por falta de informação.
A modernização das escolas é outro motivos com o qual não concordo no protesto pois eu tenho estado a realizar um trabalho de AP sobre "As energias renováveis na escolas do séc.XXI" e tenho-me apercebido que esta modernização tem percorrido todo o país, em que mais de 100 escolas serão requalificadas de forma a melhorar a qualidade material de ensino, sendo assim, este é um motivo com o qual não concordo porque o Governo e Ministério da Educação têm feitos muitos esforços principalmente financeiros a este nível.
Relativamente aos exames nacionais, a minha opinião é simples, não deveriam acabar com eles tal como os mesmo não deveriam ter um peso tão grande na nota final pois não acho justo 1 teste avaliar um ano de trabalho inteiro. No entanto, para quem trabalha realmente a nota final não deverá deferir muito da nota do exame.
Quanto ao outro tema da notícia não me pronuncio pois não tenho grandes informações acerca do mesmo (liberdade de expressão) apesar de achar que já existe liberdade a mais em alguns assuntos.
Em jeito de conclusão, apresento a minha solidariedade para com alguns temas mas a incoerência de alguns assuntos leva-me a não concordar com esta manifestação. Mas apresento a minha solidariedade para com alguns motivos
Espero não ter ferido a susceptibilidade de ninguém, mas é a minha opinião xD
Cumprimentos.
...
“Só fazem obras nos locais mais visitados e quem estuda no meio do nada fica sem condições nenhumas, como sempre foi!”, gritavam ainda a Marta, a Carina e a Lara, alunas do 11º ano da Escola Secundária Eça de Queirós.
Concordo de facto.. E' so' marteladas 'as 8 da manha, brocas, martelos pneumaticos, furos.. Nao ha realmente condiçoes.
Mas havia desde ja, imensa gente que nem sabia o'q e'q estava a fazer naquela manif e o que estava a defender lol



















