
Aos 23 anos, Mia Rose é já um nome sonante aos ouvidos do mundo. Começou por brincadeira, com o incentivo dos amigos, a colocar vídeos no YouTube de si própria a cantar e, duas semanas depois, estava nos EUA a assinar contrato com a Universal Music.
A Forum Estudante foi conhecer um bocadinho mais do percurso de Mia e revela-te aqui algumas curiosidades.
Como é que nasceu este bichinho pela música? Sempre pensaste fazer carreira?
No início era só uma brincadeira. Apesar de eu sempre ter gostado imenso de cantar, pensava que era melhor a representar. Mas ainda me lembro de quando a minha amiga Rita Rodrigues me disse que eu cantava muito bem e que devia ser cantora, devia ter os meus 9 ou 10 anos. A viola chegou aos 12 anos, oferecida pelos meus pais. Depois, um pouco mais tarde, comecei a usar a internet como instrumento para aprender a tocar e comecei também a escrever a minha própria música. A partir daí, a paixão foi sempre aumentando. No entanto, fazer disto carreira, foi apenas há 4 anos.
Que grandes mudanças ocorreram na tua vida depois de seres conhecida? Como lidaste com a exposição na comunicação social?
Foi tudo muito rápido. Depois de 2 semanas fui logo para os EUA e assinei contrato com a Universal Music e comecei a fazer carreira lá, onde não tinha esse problema, porque ainda ninguém me conhecia. Só quando voltei para Portugal é que senti esse reconhecimento e carinho por parte das pessoas, em relação ao meu trabalho, e foi mesmo muito bom. Felizmente, nunca tive nenhuma situação desagradável, até agora tem corrido tudo lindamente.

Como foi o teu percurso académico? Sempre conseguiste conciliar os estudos com a música?
Eu nasci e vivi em Inglaterra até aos 9 anos. Depois vim para Portugal, onde estudei numa escola inglesa que, na minha opinião, não dedicava tempo suficiente à disciplina de Português. Foi então por vontade própria que decidi ir para uma escola portuguesa pública, onde aprendi imenso. Não me arrependo nada, conheci pessoas incríveis, tive professores óptimos e acho que o ensino português é de bastante qualidade. Actualmente, a matrícula na Universidade em Literatura Inglesa e Jornalismo está congelada, mas tenho a certeza que um dia que volte a ter mais disponibilidade, quero voltar, acabar o curso e continuar sempre a estudar, porque é algo que adoro fazer!
Qual foi o melhor momento da tua carreira até hoje?
Foram vários, é muito difícil distinguir um em particular, mas posso referir por exemplo o momento em que conheci a Rainha da Jordânia, por vontade dela própria, ou quando o Tommy Mottola disse que me queria assinar, ele que já assinou tantos grandes nomes da música internacional. Foram momentos que não vou esquecer!
Como é que vês o panorama actual da música portuguesa? Oportunidades, apoios, reconhecimento.
A música nacional está em crescimento. Apesar de já termos bandas suficientes de covers, penso que ainda há espaço para os projectos mais inovadores, criativos e originais. Quanto às oportunidades, é de salientar os concursos como os "Ídolos" ou "A Voz de Portugal", que tantas portas abrem neste mundo. Acho que precisamos de mais vozes femininas de qualidade (risos). Meninas, fica lançado o desafio!

Há algum palco que tenha tido um "sabor especial" ao pisar?
Sim, mas confesso que ainda não tive oportunidade de pisar "aquele" palco pelo qual anseio mesmo: o Coliseu dos Recreios! Quem sabe para breve?
Tens alguma música tua favorita?
Tenho uma música escrita por mim que é muito especial por ser tão pessoal. Chama-se "I'll keep you" e fala muito dos meus sonhos e sentimentos.
Sempre tiveste o apoio da família e dos amigos?
Sim, incondicionável. Já para não dizer que se não fossem os meus amigos, não estaria aqui hoje, pois foram eles que me incentivaram a colocar os vídeos na internet. Mas o importante mesmo é que ao longo deste percurso nem tudo é um mar de rosas, existem momentos menos bons também, e é esse apoio das pessoas mais próximas que me faz não desistir e continuar a lutar pelos meus sonhos.
Tu começaste a ser conhecida através do YouTube. Que importância atribuis às novas tecnologias e redes sociais, hoje em dia, na divulgação dos novos talentos?
Eu não me canso de dizer que o YouTube é das plataformas mais úteis e predominantes hoje em dia. Penso que, enquanto artistas, é o nosso dever dar a música aos fãs (até acho que a música devia ser gratuita). É claro que isso depois levanta uma problemática de venda de álbuns, mas hoje em dia há muitas alternativas que possibilitam aos cantores contornar esta situação, como apostar mais nos espectáculos ao vivo, na publicidade e no merchandising.

Estás actualmente com grandes projectos em mãos, nomeadamente a participação no programa A Voz de Portugal, da RTP 1, como "mentora". Como surgiu esta oportunidade e que mais valias te tem trazido?
Penso que o convite terá surgido por causa do meu percurso e da bagagem de experiências que trago. A participação no programa tem sido uma experiência fantástica! Ao início estava muito nervosa, até porque não me sinto tão à vontade com a gramática, mas os meus colegas ajudaram-me imenso e receberam-me muito bem! É um projecto em que acredito e que me tem trazido um enorme crescimento e aprendizagem a todos os níveis. Estou muito grata pela oportunidade.
Estás também a lançar o teu livro, que saiu no dia 10 de Novembro. Como e porque é que nasceu esta ideia?
A ideia do livro nasceu num jantar com a minha agente. No fundo, trata-se de um guia prático de fácil leitura para todos aqueles que têm esta vontade de se lançar no mundo da música, com dicas úteis e respostas simples. Espero que gostem e que possa ajudar a soltar muitos talentos escondidos.

Mia actua no lançamento do seu livro, na FNAC do Centro Comercial Colombo
Quais são as tuas expectativas ou sonhos para o teu futuro profissional?
Segurar um Grammy nas mãos. Acho que qualquer cantor sonha com isso! Também gostava de um dia ter a experiência de participar num filme.
Que conselhos tens a dar aos jovens que tenham este sonho de se lançar no mundo da música?
É o que digo sempre: Nunca desistir e lutar sempre por aquilo que acreditamos! Não devemos deixar que ninguém nos diga onde podemos ou não chegar. Há uma citação que gosto muito e que deixo a estes jovens como inspiração: "Ninguém te consegue fazer sentir inferior sem o teu consentimento", Elenor Roosevelt.
Vê aqui um dos muitos vídeos de Mia que podes encontrar no YouTube! Uma música que fica no ouvido, principalmente nesta época natalícia ;)


















