
Mais um exemplo do fulgor do panorama musical português, esta banda com origem entre Coimbra e Leiria propõe-se tomar de assalto o país inteiro com uma sonoridade muito própria.
Ao quarto álbum, mostram que são diferentes para além do seu nome…vem conhecer melhor os Sean Riley & The Slowriders.
Como chegaram à formação actual da banda?
Conhecemo-nos na Rádio Universidade de Coimbra. Na altura, o Afonso (vocalista) já escrevia e gravava algumas coisas, e pouco tempo depois começámos a tocar juntos. O Filipe Costa juntou-se a nós para a gravação do nosso primeiro álbum, e a partir do segundo sentimos necessidade de introduzir outro elemento na banda, o Filipe Rocha.
O vosso som de inspiração marcadamente americana é premeditado, ou surgiu naturalmente das vossas influências?
Conseguimos compreender certas associações que são feitas à nossa música, que se calhar têm muito a ver com um “apriori” cultivado pelo nosso primeiro disco, e pela forma como trabalhávamos o nosso som até aí, largamente influenciados por preferências musicais como o “folk” ou os “blues”. Desde então, e com a evolução da banda, achamos que é preciso muita vontade para encontrar uma ligação directa a esses estilos, muito menos enquanto rótulo para a nossa música.

Que opinião têm da nova música portuguesa?
Gostamos e estamos atentos ao que se passa no panorama nacional. A música portuguesa está a atravessar um bom momento, sendo que sempre tivemos coisas interessantes ao longo dos anos. Neste momento, bandas como os The Poppers, Wraygunn, Foge Foge Bandido são alguns exemplos que estão no topo das nossas preferências.
Como está a ser a aceitação do público ao vosso trabalho?
Em relação ao novo álbum, estamos ainda no início da digressão, pelo que é cedo para avaliar. Desde 2007, com o lançamento do nosso primeiro trabalho, temos assistido a um crescimento sustentado: cada vez tocamos para mais pessoas e cada vez há mais gente a conhecer-nos. Isso deve-se muito também ao facto de, em quatro anos, termos lançado três álbuns e tocado non-stop por todo o país.
Quais são os vossos objectivos para o próximo ano?
Tocar ao vivo, sem dúvida. Fazemos discos porque gostamos de música, e o derradeiro passo – e o mais gratificante – nesse processo é apresentar o nosso trabalho ao vivo. Queremos tocar o máximo possível (onde nos quiserem ouvir), ao mesmo tempo que estamos a tentar fazer algumas coisas no estrangeiro. Não é fácil, o mercado está complicado, mas contamos até final do ano iniciar essa aventura.

Membros:
- Afonso Rodrigues (voz, guitarra, harmónica, órgão)
- Filipe Costa (órgão, piano, baixo, guitarra, bateria, harmónica)
- Bruno Simões (baixo, guitarra, melódica)
- Filipe Rocha (bateria, contrabaixo, glockenspiel)
Sean Riley e os…Como é mesmo?
“Sean Riley é um nome de que sempre gostámos, e que a certa altura achámos que podia identificar a nossa música. Quando formámos a banda, começámos a tocar ainda sob a designação “Sean Riley”, mas sendo um nome próprio optámos por juntar os “The Slowriders”, que abrange todos os elementos do grupo e reflecte, ao mesmo tempo, o que fazemos e a relação que temos entre nós.”
Espreita aqui o novo single "Silver":


















