
Trocaram as salas de aula pelo auditório, os professores por um deputado e deram voz às suas preocupações sobre a educação. Os alunos da Escola Secundária de Mem Martins participaram na iniciativa “Parlamento dos Jovens”, mas será que se descobriram futuros talentos para a política?
A Escola Secundária de Mem Martins recebeu a iniciativa “Parlamento dos Jovens”. A sessão esteve a cargo do deputado Miguel Tiago, do Partido Comunista Português (PCP), e foi orientada pelo professor Paulo Santos.

O deputado Miguel Tiago falou sobre o funcionamento da Assembleia da República, do papel dos deputados e de como funcionam os partidos. Curiosos acerca destes temas, os alunos participaram activamente na sessão e colocaram diversas perguntas ao deputado.
Este ano, o tema em debate para o ensino secundário é “Que futuro para a educação?” e, por isso, Miguel Tiago não pôde deixar de falar sobre este assunto.
Com muitas questões para colocar acerca do futuro da educação e das mudanças que devem ser feitas nesta área, os alunos manifestaram as suas preocupações e ouviram atentamente a opinião do deputado sobre as mesmas. A adopção do novo acordo ortográfico, a excessiva carga horária no ensino básico, os extensos programas no ensino secundário e o ensino profissional v.s. ensino regular foram os principais assuntos debatidos neste encontro.

A FORUM falou com Miguel Tiago e o deputado confessou que a sessão correu bastante bem. “Nota-se que os alunos prepararam-se para este debate e já pensaram em algumas propostas e medidas que querem ver ser discutidas”, constatou o deputado do PCP.
Para o convidado do encontro, a existência deste tipo de iniciativas é benéfica pois “o Parlamento dos Jovens pode contribuir não só para os alunos conhecerem a Assembleia da República, mas também para aprofundarem e discutirem determinadas matérias, discutirem políticas e, ao fim ao cabo, a forma que a democracia toma no nosso país”.
Miguel Tiago lembrou ainda que a participação política não acontece só no parlamento, mas também no nosso dia-a-dia. Por essa razão, no final do encontro o deputado incentivou os estudantes a participarem na sociedade, a defender aquilo em que acreditam, a reivindicar os seus direitos, mas também a aplaudir o que é bem feito.
Alunos viram políticos!
A sessão realizada no auditório da escola contou com a intervenção dos alunos que vão participar no “Parlamento dos Jovens”. Esta é uma iniciativa institucional da Assembleia da República, desenvolvida ao longo do ano lectivo com as Escolas de todo o país que desejarem participar, terminando com duas sessões nacionais que se realizam anualmente na Assembleia da República.
A FORUM falou com alguns estudantes que fazem parte das listas para a eleição dos deputados que vão participar no “Parlamento dos Jovens”, de forma a saber quais as suas expectativas acerca desta iniciativa e que temas vão ser propostos para discussão.
Diogo Emídio, aluno do 10º ano do curso de Ciências e Tecnologias e um dos participantes da escola no “Parlamento dos Jovens”, conta-nos que “para além do convívio, esta iniciativa possibilita a troca de ideias e ensina-nos a argumentar, a favor e contra, uma determinada ideia”. Para o estudante há muita coisa que deveria mudar na educação, nomeadamente a diminuição do número de alunos por turma, de forma a facilitar a aprendizagem. “Espero que com o nosso contributo consigamos melhorar a educação nas escolas, de modo a ajudar o sucesso escolar e, mais tarde, profissional”, revela o estudante.
Já Alcino João, aluno do 11º ano, considera que o Parlamento dos Jovens “é importante para ajudar os estudantes a desenvolver a sua capacidade de argumentação, a entender opiniões de outros alunos, diferentes das suas, e chegar a uma conclusão relativamente ao ensino em Portugal”.
As disparidades inter e intra-regionais na educação é um tema que o estudante quer ver abordado no “Parlamento dos Jovens” porque, tal como nos diz, “existem muitas diferenças que devem ser analisadas e solucionadas. Espero que com o debate desta questão possamos ajudar as Assembleia da República e as pessoas que fazem as leis a chegar a um consenso e a uma solução benéfica para todos”.
Bernarda dos Santos, aluna do 10º ano, confessa que o grupo está a trabalhar para que tudo corra bem. “Espero que as nossas medidas possam, de alguma forma, mudar o pensamento de alguns políticos relativamente à educação”. A aluna de Línguas e Humanidades confidencia ainda que gostava de ver a debatida a questão do ensino profissional v.s. ensino regular.
Por sua vez, Ismail Ibraim, aluno de Línguas e Humanidades, espera que a sua escola chegue longe no projecto “Parlamento dos Jovens”, pois “assim poderíamos mostrar as medidas que achamos que vão melhorar a educação. Queremos mostrar aquilo que sentimos e as nossas preocupações em relação a este assunto”.
Apesar do grupo de trabalho ainda não ter decidido quais as medidas que vão ser escolhidas para serem discutidas, o estudante acrescenta, às que já foram mencionadas pelos colegas, a defesa do plano de apoio aos jovens estrangeiros, de modo a facilitar a sua integração e aprendizagem.
A FORUM falou com Miguel Tiago e o deputado confessou que a sessão correu bastante bem. “Nota-se que os alunos se prepararam para este debate e já pensaram em algumas propostas e medidas que querem ver ser discutidas”, constatou o deputado do PCP.
Miguel Tiago lembrou que a participação política não acontece só no parlamento, mas também no nosso dia-a-dia. Por essa razão, no final do encontro o deputado incentivou os estudantes a participarem na sociedade, a defenderem aquilo em que acreditam, a reivindicarem os seus direitos, mas também a aplaudirem o que é bem feito.



















