
Os estereótipos são algo já vulgar. Criar «rótulos» é algo que a sociedade aprendeu a fazer, não se querendo libertar desse péssimo hábito!
No mundo do Desporto encontramos vários e variados estereótipos, principalmente no que diz respeito aos mais radicais. Um dos grandes exemplos disso é o BMX. Eu devia ser apenas mais uma das muitas pessoas que ainda não tinha descoberto a magnitude deste e de outros desportos idênticos.
O BMX tem ainda uma conotação um tanto ou quanto negativa, no entanto, os seus praticantes, ao contrário do que muitos pensam, não são só jovens tatuados e com piercings, que se metem com as pessoas no meio da rua e as abordam. Há muito mais para além disso! Para uns, o Skate Park é um lugar frequentado apenas por delinquentes, para outros, é o lugar onde podem mostrar o que valem!

O BMX é um mundo completamente à parte que só pode ser entendido quando se está disposto a lá entrar, aprendendo e percebendo o que está à sua volta. Entrei neste mundo por acaso e há muito pouco tempo, mas estou a adorar! Começo a estar mais dentro dos assuntos, das manobras e de tudo o resto que está por detrás desta actividade.
Em pouco tempo percebi que o BMX não são só manobras em bicicletas, mas que é investimento, treino e esforço. É ter feridas e marcas para a vida, mas não se importar com isso, porque o que realmente interessa é poder fazer o que se gosta. É cair e levantar-se, ganhar e perder o medo. São horas de dedicação, é tentar, falhar e voltar a tentar! É nervosismo nas competições, as quais eu não sabia existir, é o orgulho de subir ao pódio e saber que se deu o máximo.
No dia 11 de Setembro de 2011 assisti à minha primeira competição: “BMX SERIES, 2ª Etapa”, nas Caldas da Rainha. Vi em primeira mão tudo o que está à volta de uma competição radical deste género, vi as manobras que estes praticam durante meses e têm que as aplicar correctamente em menos de dois minutos. Senti a intensidade de todos os sentimentos que eles próprios sentiram: A desilusão, tristeza e stress sempre que não acertavam numa manobra (o que desconta pontos) e a felicidade de quando faziam algo espectacular e eram aplaudidos e apoiados por isso.

Mas vi algo ainda mais fantástico: a competição saudável que existe; Vi concorrentes do mesmo escalão, que competiam entre si, a aplaudirem, apoiarem e torceram uns pelos outros. Ouvi os conselhos que davam para que algum conseguisse acertar em algo que até então não havia conseguido, vi os concorrentes mais velhos a ensinarem os mais novos e os mais novos a adorarem os mais velhos…
Assistir a este tipo de eventos é algo fantástico, porém, existe ainda muito pouca divulgação neste campo. E porque não sair um pouco da nossa rotina e alargar os nossos horizontes? Experimentar e assistir a coisas novas, descobrir e revelar novas tradições, viver novas experiências e aprender um pouco mais? A ideia fica lançada.
Resultados da Competição:
Categoria: Open
1º-Lugar: Diogo Santos
2º-Daniel Américo
3º-Pedro Seca

Categoria: Juniores
1º – Ricardo Ferreira
2º – Filipe Vieira
3º – David Amaro

Categoria: Iniciados
1º – Ruben Henriques
2º – Carlos Iglésias
3º – Rodrigo Almeida



















