Têm cerca de 20 anos de carreira e são considerados uma verdadeira intituição do punk-rock nacional. Sempre fiéis ao seu estilo, regressam em força, após uma pausa de 5 anos, com o novo álbum intitulado "Dono do Mundo". A Forum Estudante esteve à conversa com os Tara Perdida, um grupo inesquecível sempre com o seu espírito rockeiro à flor da pele!
1- Os Tara Perdida formaram-se em 1995. Como nasceu a vossa banda?
Nasceu no bairro de Alvalade no dia 10 de Junho de 1995. Era feriado o dia perfeito para a disponibilidade de todos. O primeiro ensaio foi feito no quarto do Ribas, o vocalista. Sentimos logo que a banda podia ter pernas para andar... Bons tempos... Mais informações sobre a nossa biografia em www.taraperdida.com
2 - Todos os elementos da banda sempre tiveram o sonho de enveredar pelo mundo da música ou era algo visto como um hobbie à partida?
Sim, todos nós sonhámos desde miúdos, um dia, podermos viver da música. Hoje em dia é um privilégio isso acontecer, especialmente agora com esta crise toda, mas acabámos por juntar o útil ao agradável e conseguimos viver ou sobreviver da profissão de músicos.
3 - Alguns membros da banda têm alcunhas mutio peculiares, nomeadamente "Ruka" e "Ganso", os dois guitarristas, bem como "Kistos", o baterista. Qual é a origem desses nomes artísticos tão particulares?
Há segredos que não podem (devem ser) revelados...lol
4 - Tiveram um hiato de 5 anos sem editar, como foi voltar a estúdio e gravar este ultimo álbum "Dono do Mundo"?
Foi muito bom, gravámos umas demos no nosso estúdio (antes de gravar a sério) para ver como é que as novas músicas soavam, e na altura tínhamos a sensação que podíamos vir a gravar o nosso melhor disco de sempre! Quando tens essa sensação e vais gravar num estúdio a sério com aquelas máquinas todas e as coisas começam a ganhar forma...ficas mesmo contente.Este hiato de 5 anos também deu para nos prepararmos mais afincadamente no que íamos gravar, e entrámos no estúdio com cerca de 90% do disco definido.Foi muito bom voltarmos a gravar!
5 - Este novo álbum tem 13 temas originais e conta com a participação de Tim dos Xutos e Pontapés e de Rui Almeida, pianista de João Pedro Pais, na música Lisboa. Como foi trabalhar com estes dois artistas e porque é que os escolheram para colaborar neste álbum?
No caso do Rui Almeida, já tínhamos trabalhado com ele quando fizemos a parte acústica no coliseu dos recreios em 2009 (foi a primeira vez que tocámos o tema Lisboa) e o Rui já tinha feito a parte do piano. Aliás, a coisa correu tão bem que fizemos mais 3 ou 4 concertos com esse formato (eléctrico com uma parte acústica no meio) e acabámos por ficar amigos. Como ele costuma dizer "é sempre um prazer" para nós e o sentimento é reciproco.
Em relação ao Tim, pensámos numa pessoa que pudesse fazer um dueto com o Ribas e que percebesse do assunto (músicas mais calmas do que costumamos fazer)...quem melhor?....O Tim foi logo o primeiro nome a ser posto em cima da mesa. Só faltava o mais importante, ele aceitar. Desde que falámos a primeira vez sobre o assunto, ele disponibilizou-se logo...O resto é história...Está lá tudo o que queríamos da musica.
Os Tara agradecem aos dois por fazerem parte deste disco.
6 - Nestes quase 20 anos de carreira, qual foi o concerto que mais marcou a banda?
Não há um concerto...Há alguns concertos... A gravação do DVD no incrível Almadense foi um dia especial para os Tara , o Coliseu dos Recreios em nome próprio em 2009 (o coliseu é o coliseu), o primeiro festival SuperBock SupeRock que fomos (tocámos no final da tarde no palco secundário com uma multidão à nossa frente a cantar "Tara Perdida", foi emocionante), o concerto com os Xutos no estádio do Restelo, o festival Sudoeste...há vários concertos que nos marcaram de uma maneira ou de outra.
7 - Sendo uma banda de punk-rock, como veêm o desenvolvimento deste género musical em Portugal?
Em Portugal existem muitas bandas de punk-rock com qualidade! Têm surgido nos últimos anos algumas bandas com música bem feita e acredito que daqui a algum tempo consigam furar mais um bocado.
8 - Foi difícil entrar no mercado português da música?
Foi, e é cada vez mais! Os discos não se vendem, pois tens 50 mil bandas a querer gravar e editar. As editoras não apostam muito porque também não têm retorno. É complicado.
9 – O single de apresentação deste album é "O que é que eu faço aqui?". De onde veio a inspiração para compor e escrever esta letra? Qual é o seu significado para a banda?
Esta letra é uma letra à Tara Perdida que aponta um dedo na ferida, mas com algum optimismo. Fala de querer ser respeitado pelo que fazes, pelos teus actos, e não porque és patrão/chefe e subiste na vida a qualquer custo ou porque és tu quem mandas. "Hei-de um dia ser alguém , mas não a qualquer preço"!
10 – Tiveram dia 7 de Maio em Faro, dia 13 de Maio na Caparica e dia 30 de Abril em Castelo Branco nas festas das semanas académicas. Como tem sido a experiência de voltar ao palco e dar concertos no âmbito das festas académicas?
Foi muito bom, quando passas 6 meses sem tocar ao vivo , voltas e ainda por cima com um espetáculo novo...é uma loucura! As festas académicas costumam ser muito boas para os Tara Perdida e acho que os estudantes se identificam com o nosso som, com as nossas letras de alguma forma. De uma maneira geral costumamos ser muito bem recebidos neste tipo de eventos (semanas académicas e festivais de juventude).
11 - Uma mensagem para os leitores da Forum Estudante
Sejam felizes e acreditem nos vossos sonhos!














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