O Paulo Henriques sonha em publicar não um, mas vários livros de poesia, acreditando que essa "é uma arte que nos faz mostrar tudo. Até pintar um quadro com palavras é possível e isso fasciname acima de tudo!"
Serei eu o mar em que navego,
Cheio de corais perdidos ao longo de oceanos,
Simples e complexos planos de ilustração
Onde poetas utilizaram a sua proópria inspiração.
Criadores de um poema ou uma grande dramatização
Encolhem águas, glaciares...
E até a escuridão!
Escrevem linhas sobre ondas,
Cilindricas e redondas,
Formando música ao chapinhar na areia
Pequenos momentos semeia
Sobre uma voz alheia.
Poderia até dizer que é o futuro
Marcando numa rocha onde caranguejos andam de lado
Sobre marés que ao baterem em pedra
Nos deixam molhado
Como sensação de quem nos deixa um recado
E nos diz: "Olha para o teu futuro... e tem cuidado!"
Algo na prai mexe comigo.
Serei eu que imagino?
Não...!
Ali! Nem passado, nem presente, nem futuro.
Só eu e o vento que passa sobre mim.
Sinto cada passagem como um vulto,
Uma lembrança do meu culto
Sozinho que ocupo, de meras visões,
Anfitriões de um tempo por nao os poder perder,
E mesmo que eu não os queira, tenho de os ter.
Ficar e guardar na importância,
Sonhar na relevância do luar,
Olhar para o passado,
Viver o presente...
E no futuro acreditar!
















