Liga da Justiça. O Flash precisa de amigos.

  

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O novo título do universo DC Comics chega amanhã. Depois de alguns filmes assinados por Zack Snyder, marcados por uma abordagem dark, o material promocional parece apontar para outro caminho. Será que a reunião de Batman, Wonder Woman, Flash, Super Homem e Aquaman vai tomar contornos mais próximos do seu “universo rival”?

O momento surge já perto do final do trailer de Justice League. Bruce Wayne (Ben Affleck) caminha com dramatismo na direção de Flash (Ezra Miller), enquanto diz: “estou a juntar uma equipa. Temos inimigos a caminh…”. É aqui que um entusiasmado Flash interrompe o discurso e música dramática: “podes parar por aí. Estou dentro!”. Perante a surpresa de Batman, Flash explica: “sim… Preciso de amigos”. 

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Os cerca de três minutos de trailer estão preenchidos de momentos como este: piadas sarcásticas, pausas desconfortáveis, silêncios irónicos. A interação entre o grupo de super-heróis também parece mais descontraída, esquivando um tom mais sério. Um pouco à imagem dos Avengers da Marvel, em que as graças de Iron Man (Robert Downey Jr.) e companhia são recorrentes. 

A mudança causou alguma surpresa. Até agora, os filmes do Universo DC têm sido marcados por um tom bastante diferente. Títulos como “Superman: Man of Steel” ou “Batman versus Superman” distinguem-se por uma abordagem noir e centrada em complexas explorações emocionais. 

De acordo com Angela Watercutter, publicada na revista Wired, esta aposta deveu-se ao sucesso da trilogia Dark Night, assinada por Christopher Nolan, em que o tom sério era a nota dominante. “O estúdio pensou que os espetadores queriam que todos os personagens fossem dark”, explica. 

A estratégia explica-se também pelo facto da Marvel ter ocupado o espaço dos super-heróis mais “felizes e alegres”, acrescenta Wattercutter. Por outro lado, o realizador dos últimos filmes da DC, Zack Snyder, é conhecido pelo seu tom distinto que centra o filme e os seus ambientes na exploração de conflitos e dilemas emocionais relacionados com o “lado negro” dos heróis. 

As suspeitas foram agravadas com a troca de realizadores. Em maio, Zack Snyder saiu do projeto Justice League, por razões pessoais. Para o seu lugar, entrou Joss Whedon – um realizador e argumentista com longa experiência na produção de filmes da Marvel. O realizador tem gravado novas cenas e trabalhado na reedição do filme. 

Tudo são indícios que podem fazer esperar um tom diferente e cores mais claras e garridas na paleta de cores de Justice League. Mas as incertezas apenas serão desfeitas a 17 de novembro. Como escreve Kwame Opam, no portal The Verge, “o trailer faz o filme parecer bastante mais divertido, com bastante ação e humor – mas existe ainda a dúvida se este será um marco no estilo dos Avengers”. 

 

 

 

 

 

 

Liga da Justiça. DC em tons de Marvel?

Depois de alguns títulos assinados por Zack Snyder, marcados por uma abordagem dark, o novo título do universo DC Comics (com estreia marcada para 17 de novembro) parece apontar para outro caminho. Será que a reunião de Batman, Wonder Woman, Flash, Super Homem e Aquaman vai tomar contornos mais próximos do seu “universo rival”?

O momento surge já perto do final do trailer de Justice League. Bruce Wayne (Ben Affleck) caminha com dramatismo na direção de Flash (Ezra Miller), enquanto diz: “estou a juntar uma equipa. Temos inimigos a caminh…”. É aqui que um entusiasmado Flash interrompe o discurso e música dramática: “podes parar por aí. Estou dentro!”. Perante a surpresa de Batman, Flash explica: “sim… Preciso de amigos”.

Os cerca de três minutos de trailer estão preenchidos de momentos como este: piadas sarcásticas, pausas desconfortáveis, silêncios irónicos. A interação entre o grupo de super-heróis também parece mais descontraída, esquivando um tom mais sério. Um pouco à imagem dos Avengers da Marvel, em que as graças de Iron Man (Robert Downey Jr.) e companhia são recorrentes.

A mudança causou alguma surpresa. Até agora, os filmes do Universo DC têm sido marcados por um tom bastante diferente. Títulos como “Superman: Man of Steel” ou “Batman versus Superman” distinguem-se por uma abordagem noir e centrada em complexas explorações emocionais.

De acordo com Angela Watercutter, publicada na revista Wired, esta aposta deveu-se ao sucesso da trilogia Dark Night, assinada por Christopher Nolan, em que o tom sério era a nota dominante. “O estúdio pensou que os espetadores queriam que todos os personagens fossem dark”, explica.

A estratégia explica-se também pelo facto da Marvel ter ocupado o espaço dos super-heróis mais “felizes e alegres”, acrescenta Wattercutter. Por outro lado, o realizador dos últimos filmes da DC, Zack Snyder, é conhecido pelo seu tom distinto que centra o filme e os seus ambientes na exploração de conflitos e dilemas emocionais relacionados com o “lado negro” dos heróis.

As suspeitas foram agravadas com a troca de realizadores. Em maio, Zack Snyder saiu do projeto Justice League, por razões pessoais. Para o seu lugar, entrou Joss Whedon – um realizador e argumentista com longa experiência na produção de filmes da Marvel. O realizador tem gravado novas cenas e trabalhado na reedição do filme.

Tudo são indícios que podem fazer esperar um tom diferente e cores mais claras e garridas na paleta de cores de Justice League. Mas as incertezas apenas serão desfeitas a 17 de novembro. Como escreve Kwame Opam, no portal The Verge, “o trailer faz o filme parecer bastante mais divertido, com bastante ação e humor – mas existe ainda a dúvida se este será um marco no estilo dos Avengers”.