Uma segunda oportunidade

  

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João Leitão tem 21 anos e é um exemplo de sucesso.

Concluiu o curso de Eletrónica Médica no Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (CINEL) em fevereiro deste ano mas já tem muito que falar sobre projetos e experiências.

João iniciou o ensino secundário regular que “não correu bem”, reconhecendo que: “Inicialmente ainda procurei trabalho até que vi, no jornal, o anúncio de um curso de aprendizagem no CINEL na área eletrónica médica. Decidi, então, aproveitar esta segunda oportunidade, desta feita aprendendo uma profissão”.

Para além dos conhecimentos teóricos e técnicos adquiridos na formação, João sempre se mostrou interessado em aprender mais. O seu empenho levou-o a participar, em 2012, no Campeonato Nacional das Profissões.

Obteve o primeiro prémio e apurou-se para o Campeonato Europeu (EuroSkills), que decorreu no mesmo ano, em Spa- Francorchamps – Bélgica. Já este ano participou no WorldSkills em Leipzig, na Alemanha. Foi o meu Centro de formação profissional que me deu a oportunidade de participar em campeonatos internacionais. Esta experiência foi muito enriquecedora”, afirma.

Um jovem interessado

José Domingues foi formador de João Leitão no CINEL. Em conversa com a Forum Estudante, afirmou que o ex-formando era “extremamente interessado, participativo e com uma grande cultura geral”.

João associava os conhecimentos adquiridos na formação e era visível a vontade crescente de desenhar e desenvolver trabalhos com interesse tecnológico na área de eletrónica médica, decorrente da pesquisa que efetuava por iniciativa própria na maioria das vezes na Internet, acabando por contribuir de forma ativa para a dinamização das atividades desenvolvidas por toda a turma.

João LeitãoDa formação para o mercado de trabalho

A componente prática do curso facultou ao João os conhecimentos, ferramentas e meios necessários para que a formação em contexto de trabalho realizada na empresa (MESA), que durou cerca de três meses, fosse bem-sucedida não só a nível técnico como também social, uma vez que esteve em contato direto com a realidade do mercado de trabalho: “é sempre bom estarmos duas/três semanas no local de trabalho, a aprender com profissionais”.

Quando concluiu a formação no CINEL, João enviou currículos e, rapidamente, conseguiu emprego no Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUSCH), empresa de referência na área da reparação de equipamento médico. A trabalhar desde março deste ano, já teve a oportunidade de estar um mês na Coreia, onde conheceu novos métodos e técnicas de eletrónica médica.

João é ambicioso e quer evoluir na sua profissão: “Estou a pensar daqui a dois/três anos ingressar no ensino noturno na faculdade, pois conciliando o curso com o trabalho consigo complementar a minha formação”.

 


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CINEL

O Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (CINEL) tem sede em Lisboa e delegação no Porto. Integra a rede de Centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

As parcerias com Associação Portuguesa das Empresas do Setor Elétrico e Eletrónico e com a Associação Industrial Portuguesa permitem a este centro ter uma forte ligação às empresas.

Os cursos do CINEL, “assentam em áreas tecnológicas que acompanham a evolução técnica e científica que o mercado exige.

Tanto mais que são áreas para as quais se regista um crescimento a nível do emprego”, refere a diretora do CINEL, Conceição Matos.

O que são so Cursos de Aprendizagem?

Se tens o 9º ano e menos de 25 anos, podes concorrer a um Curso de Aprendizagem. Os cursos incluem quatro componentes: científica, sociocultural, tecnológica e prática em contexto de trabalho, sendo esta última: “(…) a marca distintiva dos Cursos de Aprendizagem, fundamental pois permite uma efetiva aproximação dos jovens às empresas”, diz a diretora do CINEL, Conceição Matos.

Ao concluires esta formação, terás uma dupla certificação: equivalência ao 12ºano e qualificação profissional de nível 4.

Conceição Matos afirma que este tipo de formação constitui-se como “uma verdadeira alternativa ao sistema regular de ensino destinada a quem pretenda aprender uma profissão e aceder mais facilmente ao mercado de trabalho”.