Para que servem os exames?

  

 

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A Auditório do Liceu Camões recebeu ontem um debate sobre a função e modalidade dos exames escolares em Portugal. A iniciativa incluiu-se no Mês da Educação e Ciência da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Na Coreia do Sul, há apenas um dia de exames por ano letivo, com uma hora para cada disciplina. Nesse dia, a frequência dos aviões que sobrevoam o território nacional é diminuída, para que o barulho não incomode os estudantes. Na Finlândia, por sua vez, existe uma aposta recente no online, com os exames a incluírem ferramentas e vídeos multimédia. 

Estes foram alguns dos exemplos referidos pelo investigador Jaime Carvalho e Silva de “sistemas alternativos” de exames aplicados em outros países. Conforme havia recordado, na sessão de abertura, o diretor científico da FFMS, Pedro Magalhães, um dos objetivos para este debate passava por, precisamente, “dar a conhecer a experiência de outros contextos e outros países”, no que diz respeito aos exames escolares.

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O trabalho de investigação desenvolvido por Jaime Carvalho e Silva consiste na análise de 10 países selecionados por “representarem experiências diferentes”. Nesta comparação, destacou, encontrou “muita diversidade” e também “algumas constantes”.

Desde logo, historicamente, os exames têm sido associados “a uma validação social e um motivo de orgulho”. Por outro lado, os exames mais comuns são os realizados no final do Ensino Secundário, uma vez que cumprem uma dupla função: para além de certificarem, servem de método de transição para o Ensino Superior.

No âmbito do prosseguimento de estudos, foi destacado o caso dos alunos do Ensino Profissional, em que o ingresso no Ensino Superior (em estudos de primeiro ciclo) está dependente da realização de exames nacionais a disciplinas que não frequentaram.

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Para além da transição para o Ensino Superior, nos últimos 50 anos, os exames têm servido para a avaliação do estado do sistema educativo, como são exemplos as provas de aferição.

A segunda parte do debate incluiu perguntas da audiência sobre temas como o peso dos exames na atividade escolar, a motivação dos alunos, a quantidade de provas e o impacto na criatividade. Um dos membros do público questionou, a certa altura, a necessidade de realização de exame para quem não pretende prosseguir os estudos. Uma das respostas partiu de Jaime Carvalho e Silva: “os exames são uma proteção para os alunos, uma certificação social – são um comprovativo externo que garante tudo o que foi aprendido”.

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