Leiria-In #5: um mergulho na tecnologia

  

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O quinto e último dia da Semana da Indústria foi da robótica e mecânica até à praia. No final, tempo para o momento de encerramento, num sarau onde os participantes colocaram em evidência a sua expressividade.

Quando abriu atividade, recordou a colaboradora da DRT, Carla Alves, esta empresa contava com 3 funcionários e um pequeno espaço arrendado. Hoje, conta com mais de 140 trabalhadores, estando localizada num amplo complexo, na Zona Industrial da Cova das Faias. “Como deve acontecer, começámos pequenos”, reforçou Carla Alves.

A visita dos participantes do Leiria-In permitiu acompanhar a realidade atual desta empresa, com a passagem pelos vários departamentos: do marketing, ao design, passando pela metrologia e fabricação.

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À entrada, um carro pendurado mostra algumas dos produtos que a empresa ajudou a construir, dedicados ao setor automóvel. A DRT produz moldes em aço, cujo o objetivo último é a fabricação de peças em plástico. Outro dos colaboradores explicou aos estudantes todo o processo: “o cliente envia um desenho 3D da peça pretendida e nos desenvolvemos a ferramenta que a vai criar”.

Este desenvolvimento passa também, inevitavelmente, pela zona de fabricação, onde os participantes do Leiria-In puderam observar os variados tipos de tecnologia que é utilizada na DRT.

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Ainda de manhã, oportunidade para os participantes frequentarem dois workshops na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) dedicados à robótica e mecânica automóvel.

No workshop de mecânica, o responsável da ESTG destacou o papel crescente da eletrónica na indústria automóvel. “Cada vez mais, não se trata de substituir uma peça apenas, antes, passa por programar minicomputadores avançados”.

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Esta característica, explicou, coloca em destaque o papel da programação. Como exemplo, os docentes da ESTG exemplificaram, com recurso a um carro telecomandado e um software específico, sistemas como o ABS ou o controlo de tração. Muitas vezes, por incrível que pareça, explicou, “o sistema percebe que é mais vantajoso não travar”, de forma a agarrar a estrada.

Já no Laboratório de Robótica, os docentes Hugo Costelha e Carlos Nunes ofereceram uma introdução aos conceitos da robótica. O objetivo, explicou à FORUM Hugo Costelha, passou por “mostrar o que fazemos por cá [na ESTG]”, tentando “motivar os jovens para a engenharia, nomeadamente a eletrotécnica e mecânica”. Estas são áreas, sublinhou, “com muita procura do mercado de trabalho”: “por exemplo, não conseguimos ter diplomados suficientes para respoder aos pedidos das empresas”.

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Assim, em três estações diferentes, foi possível aos participantes do Leiria-In interagir com diferentes tipos de robots. Para além de um “jogo do galo 4.0” – em que o adversário foi um robot – os estudantes puderam ainda interagir com edubots e com um “robot pintor”.

A tarde terminou em São Pedro de Moel, onde, durante cerca de duas horas, houve espaço para mergulhos e banhos de sol.

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A gala da indústria
Depois do jantar de encerramento, seguiu-se o Sarau Leiria-In, onde os participantes puderam mostrar o trabalho realizado durante a semana em atuações que incluíram momentos musicais e teatrais.

Seguiu-se a intervenção dos representantes dos parceiros e promotores do Leiria-In, com Manuel Oliveira, da CEFAMOL, a destacar a união demonstrada pelos participantes. “Saem daqui um grupo”, destacou, acrescentando: “esperamos que voltem, seja para passear, estudar ou trabalhar”. A mesma ideia foi reforçada pelo representante da Câmara Municipal da Marinha Grande. “Estamos sempre de portas abertas”, desstacou.

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Já o representante do NERLEI, Jorge Santos, destacou os resultados desta semana de aprendizagens: “no primeiro dia, criámos algumas expectativas e penso que se confirmaram – tivram a oportunidade de conhecer o ambiente empresarial”. De resto, acrescentou, este é um “conhecimento que será muito útil”, no futuro.

Para a vereadora da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça, esta edição marcou também “a consolidação de uma equipa de parceiros” que fez “o seu melhor” em prol dos participantes.

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Foi o Presidente do Politecnico de Leiria, Nuno Mangas, que encerrou a quarta edição do Leiria-In. “Criámos esta semana por perceber que havia uma distância entre a perceção dos jovens e das suas famílias e a realidade empresarial”. A terminar, deixou ainda conselho aos estudantes que, durante os últimos, cinco dias, conheceram a indústria “por dentro”: “mantenham a mesma atitude – sejam proativos e participem neste tipo de experiências”.