"O Ensino Profissional é, cada vez mais, uma primeira escolha dos alunos"

  

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A Diretora do INETE – Instituto de Educação Técnica, Fernanda Torres, salienta as principais vantagens do Ensino Profissional e apresenta algum do trabalho realizado por este instituto.

Qual o Posicionamento do Ensino Profissional em Portugal?                                                                                                  
O ensino profissional tem efectuado um percurso de credibilização e valorização desde a sua criação, em 1989. Cada vez mais, é uma primeira escolha dos alunos que ingressam no ensino secundário. Numa sociedade em que a mudança se faz a um ritmo mais rápido do que a nossa capacidade de adaptação, as famílias e os alunos percebem que esta via, pela sua abrangência, responde às necessidades da sociedade actual e futura. Isto por se tratar de uma via que permite várias perspetivas, vários caminhos, sempre preocupada com as necessidades do mercado de trabalho, está habituada a antecipar as necessidades de formação futura.

O paradigma educacional da população jovem mudou. As necessidades do mercado respondem eficazmente à realidade?
Se pensarmos que 65% das crianças que começou a frequentar a escola irá trabalhar em empregos que ainda não existem e que uma criança de hoje deve mudar de emprego cerca de 7 vezes ao longo da vida, temos uma enorme obrigação: proporcionar ao aluno o desenvolvimento das competências específicas e genéricas que lhe permitam desenvolver um projeto de vida consentâneo com os desafios da sociedade do século XXI. Aliás, o Fórum Económico Mundial considera essencial que se ultrapasse o estigma do ensino profissional e advoga a sua promoção, considerando que este deve deixar de ser negligenciado. A reinvenção da educação passa também por esta valorização do ensino profissional - um ensino habituado a renovar, questionar e adaptar-se, tanto em termos das áreas que oferece, como no alinhamento dos planos de estudo com as necessidades do mercado, nas parcerias com empresas ou dando aos alunos uma vivência real no mundo do trabalho.

Qual o papel do INETE na resposta a esta necessidade?
No INETE – Instituto de Educação Técnica, a renovação e a atenção às exigências do mercado em particular e da sociedade em geral, faz parte do quotidiano da escola. Esta antecipação das necessidades inicia-se com a escolha das áreas de formação que oferecemos, assumindo-se como uma escola com uma larga oferta em áreas que promovem as competências técnicas de Computação e Engineering.

Tais como?
A título de exemplo, toda a sociedade se tem detido na questão da robótica e automação, questionando-se sobre o número de empregos que desaparecerão. No INETE, formamos técnicos de eletrónica, automação e comando desde 1996. Esta é uma área fundamental para a designada indústria 4.0. O curso tem um cariz inovador, os conteúdos evoluem seguindo a revolução tecnológica: IOT (internet of things), desenvolvimento de hardware para dispositivos móveis que, em conjunto com a eletrónica, permitem ao utilizador o controlo remoto através do seu próprio equipamento. Os alunos têm contacto direto com as tecnologias e desenvolvem soluções: robots e sistemas inteligentes que interagem com o ambiente envolvente e com as pessoas. Além disso, a formação promove e estimula a capacidade de  adaptação e de exploração das novas ferramentas que aparecem a cada pulo tecnológico, não aceitando o conhecimento como estático e eterno.

Que outros Projetos desenvolve o INETE para promover o empreendedorismo dos alunos, conceito tão em voga na atualidade?
A escola desenvolve projetos nas diversas áreas, promovendo a criatividade dos alunos e desenvolvendo o empreendedorismo. Este ano letivo criámos uma Ótica Pedagógica e Solidária no curso Técnico de Ótica Ocular (OPTIBEST), o que nos proporcionou sermos finalistas do Concurso Acredita Portugal do Montepio Geral.

As competências técnicas não são um objetivo único, certo?
Temos como objetivos promover competências de cidadania e solidariedade social nos alunos ao mesmo tempo que lhes proporcionamos experiências reais de trabalho. Só uma escola atenta às exigências do seu tempo será capaz de responder cabalmente à formação pessoal e profissional dos seus alunos. Esse é o papel de todas as escolas profissionais no geral e o desígnio do INETE em particular.

 

 

 

 

 

Qual o Posicionamento do Ensino Profissional em Portugal?                                                                                                  

O ensino profissional tem efectuado um percurso de credibilização e valorização desde a sua criação em 1989, sendo cada vez mais uma primeira escolha dos alunos que ingressam no ensino secundário. Numa sociedade em que a mudança se faz a um ritmo mais rápido do que a nossa capacidade de adaptação, as famílias e os alunos percebem que esta via, pela sua abrangência, responde às necessidades da sociedade actual e futura.

Por ser uma via que permite várias perspetivas, vários caminhos, sempre preocupada com as necessidades do mercado de trabalho, está habituada a antecipar as necessidades de formação futura.

 

O paradigma educacional da população jovem mudou. As necessidades do mercado respondem eficazmente à realidade?

Se pensarmos que 65% das crianças que começou a frequentar a escola irá trabalhar em empregos que ainda não existem, que uma criança de hoje deve mudar de emprego cerca de 7 vezes ao longo da vida, temos a enorme obrigação de proporcionar ao aluno o desenvolvimento das competências específicas e genéricas que lhe permitam desenvolver um projeto de vida consentâneo com os desafios da sociedade do século XXI. Aliás, o Fórum Económico Mundial considera essencial que se ultrapasse o estigma do ensino profissional e advoga a sua promoção, considerando que este deve deixar de ser negligenciado.

A reinvenção da educação passa também por esta valorização do ensino profissional, habituado a renovar, questionar e adaptar-se, tanto em termos das áreas que oferece, como no alinhamento dos planos de estudo com as necessidades do mercado, nas parcerias com empresas ou dando aos alunos uma vivência real no mundo do trabalho.

 

De acordo com o que indica, qual o papel do INETE na resposta a esta necessidade?

No INETE – Instituto de Educação Técnica, uma escola profissional do Grupo ENSINUS, a renovação, a atenção às exigências do mercado em particular e da sociedade em geral, faz parte do quotidiano da escola. Esta antecipação das necessidades inicia-se com a escolha das áreas de formação que oferecemos, assumindo-se como uma escola com uma larga oferta em áreas que promovem as competências técnicas de Computação e Engineering.

 

Tais como?

A título de exemplo, toda a sociedade se tem detido na questão da robótica e automação, questionando-se sobre o número de empregos que desaparecerão. No INETE formamos técnicos de eletrónica, automação e comando desde 1996. Esta é uma área fundamental para a designada indústria 4.0. O curso tem um cariz inovador, os conteúdos evoluem seguindo a revolução tecnológica: IOT (internet of things), desenvolvimento de hardware para dispositivos móveis que, em conjunto com a eletrónica, permitem ao utilizador o controlo remoto através do seu próprio equipamento. Os alunos têm contacto direto com as tecnologias e desenvolvem soluções: robots e sistemas inteligentes que interagem com o ambiente envolvente e com as pessoas. Além disso, a formação promove e estimula a capacidade de  adaptação e de exploração das novas ferramentas que aparecem a cada pulo tecnológico, não aceitando o conhecimento como estático e eterno.

 

Qual a taxa de empregabilidade?

O curso tem uma excelente taxa de empregabilidade e/ou prosseguimento de estudos e obviamente parcerias com empresas de automação e de inovação e sistemas robóticos. Quanto a projetos, os alunos realizam diversos projetos curriculares em robótica e eletrónica inteligente desde o 1º ano do curso. Habitualmente participam em concursos externos e mostras de ciência, tendo arrecadado vários prémios importantes.

 

Que outros Projetos desenvolve o INETE para promover o empreendedorismo dos alunos, conceito tão em voga na atualidade?

A escola desenvolve projetos nas diversas áreas, promovendo a criatividade dos alunos e desenvolvendo o empreendedorismo. Este ano letivo criámos uma Ótica Pedagógica e Solidária no curso Técnico de Ótica Ocular (OPTIBEST), o que nos proporcionou sermos finalistas do Concurso Acredita Portugal do Montepio Geral.

 

As competências técnicas não são um objetivo único, certo?

Temos como objetivos promover competências de cidadania e solidariedade social nos alunos ao mesmo tempo que lhes proporcionamos experiências reais de trabalho. Só uma escola atenta às exigências do seu tempo será capaz de responder cabalmente à formação pessoal e profissional dos seus alunos. Esse é o papel de todas as escolas profissionais no geral e o desígnio do INETE em particular.